O JPP esteve esta manhã, junto ao Centro de Saúde de Santa Cruz, no sentido de “esclarecer sobre um assunto demasiado importante, mas que, infelizmente, está a ser alvo de contrainformação”.

A matéria em questão diz respeito ao “descongelamento da carreira dos enfermeiros” cujo decreto legislativo regional “aprovado em agosto de 2019, tem na sua base incoerências e injustiças que, já em setembro de 2019, portanto, 3 meses depois da sua publicação, mereceu uma ata de entendimento lavrada entre o Secretário Regional da Saúde e a Ordem dos enfermeiros, com vista à sua retificação”, referiu o deputado Paulo Alves.

“Perante a inércia do Governo Regional em propor as alterações a que se comprometeu, o JPP deu entrada de um diploma que visava, exatamente, restituir justiça aos processos de descongelamento das carreiras dos enfermeiros”, referenciou o deputado, “tendo merecido a total concordância dos parceiros sociais”, reforçou.

“Infelizmente, assistiu-se em Plenário, a uma discussão que teve como principal preocupação confundir esta classe profissional utilizando argumentos que são uma autêntica falácia. Primeiro, a justificação para chumbar a nossa proposta era de que o Governo Regional já estava a auscultar os parceiros sociais. Mais à frente, a justificação foi de que o Governo ainda iria auscultar os parceiros sociais. Afinal, em que é que ficamos?” questionou Paulo Alves.

“A verdade é que a maioria PSD/CDS chumbou a proposta do JPP, impedindo a correção das injustiças no descongelamento carreira dos enfermeiros. Se queriam propor alterações para tornar o diploma mais abrangente, poderiam perfeitamente fazê-lo em comissão especializada, aliás, essa é uma das funções das comissões, mas não o fizeram”, reforçou o deputado.

“Teve o Presidente do Governo Regional coragem para assumir aos enfermeiros, aquando da sua visita à unidade de rastreio no aeroporto, que as injustiças no descongelamento das carreiras que os abrange, mantém-se por culpa da maioria parlamentar PSD/CDS? Para corrigir esta situação da mais elementar justiça, não basta dar pancadinhas nas costas” concluiu o deputado.

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