A resposta que as autoridades de saúde regionais e nacionais têm sabido implementar em contexto de crise pandémica tem sido admirável no sentido em que, até à data, temos conseguido conter esta ameaça global dentro de limites que poderemos considerar bons se compararmos com outros países/sistemas de saúde.

Apesar dos constrangimentos vários existentes e listas de espera, o Serviço Nacional de Saúde e o congénere regional congregam grosso modo a resposta mais assertiva a esta crise pandémica que ainda não sabemos a que ponto irá levar à exaustão física e técnica dos recursos existentes. Uma palavra de apreço a todos os profissionais de saúde que diariamente estão na linha da frente do combate a esta virulenta realidade. Bem hajam!

É justo dizer que uma das maiores conquistas dos portugueses no pós 25 de abril foi com certeza o Serviço Nacional de Saúde (SNS) gizado por António Arnault e seguido na Região, entre outros pelo dr. Nélio Mendonça e toda a entourage governativa que criou aquilo que é hoje o SESARAM.

Esta redifinidora crise sanitária faz nos refletir na realidade de países onde a resposta das autoridades de saúde se faz em exclusivo com recurso à medicina privada e o recurso aos seguros de saúde…

Podemos estar gratos ao SNS pois os portugueses têm direito aos cuidados de saúde “tendencialmente gratuitos e universais” e ninguém irá ficar de fora do circuito. Estamos todos juntos neste combate.

É bom lembrar os Governos de pendor neoliberal nomeadamente os de má memória de Passos Coelho e Paulo Portas que à luz destas “abençoadas” teorias entraram numa deriva privacionista que, a continuarem a sua ação, acabariam por desmantelar por completo os Serviços Públicos de Saúde. É bom que os cidadãos se lembrem que os cuidados de saúde nesta crise foram dados maioritariamente pelos serviços públicos. A título de exemplo, um teste COVID numa unidade privada custa em média cerca de 150 euros! Se os cidadãos tivessem estes custos além dos custos económicos que a pandemia provocou, creio que estaríamos todos à beira da falência técnica. E os hospitais privados não lidam muito bem com doentes COVID. “Se não se morre da doença, morre-se da cura”!

O futuro talvez nos venha a trazer mais incertezas que certezas no que diz respeito a este tipo de cenários pandémicos. Uma coisa é certa, temos de contar com os serviços públicos de saúde para que todos os portugueses tenham uma resposta em saúde, que não sendo perfeita, é ainda assim aquela que nos transmite a maior confiança. É para isto que pagamos impostos!

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