O JPP foi ao Centro Dr. Agostinho Cardoso denunciar uma situação que considera “muito grave”. Segundo a deputada Lina Pereira, foram prometidos, pelo senhor Secretário da Saúde, investimentos nesta área que, até a data, não foram cumpridos. Em causa está a Unidade de Rastreio do Cancro da Mama que se encontra “desde 2014 praticamente parada, com faltas e avarias dos equipamentos, sendo uma das duas unidades móveis de rastreio a fazer o serviço que deveria ser a unidade fixa a fazer.”

A deputada denunciou também, “a falta de cumprimento no pagamento dos serviços adquiridos, o que faz com que as unidades móveis de rastreio se encontrem, mais vezes paradas do que a circular.”

As diretrizes da União Europeia indicam que os rastreios devem ser feitos de dois em dois anos, “o que acontece, neste momento, na Região, é que há zonas em que o tempo em que uma utente espera para fazer a mamografia já ascende os três anos, o que é um claro violar de um direito dos utentes. Além disso, há a questão das instalações provisorias, que o senhor Secretário da Saúde, na discussão de orçamento, disse que estava a ser trabalhada a transferência definitiva para o Centro Agostinho Cardoso, mas que, até agora, em abril de 2019, mantêm-se tudo igual.

Lina Pereira denuncia também “que eram quatro médicos radiologistas a fazer este serviço, mas que, no presente, apenas se encontra um em funções, porque aos outros não lhes foi renovada a prestação de serviços, portanto, neste momento, há apenas uma médica, com algumas horas de serviço, para fazer consultas e leituras, o que leva a atrasos, desde outubro nas leituras e desde julho nas consultas.

Em conclusão, o JPP não compreende e questiona, como é que o senhor Secretário da Saúde se comprometeu, em agosto de 2018, a abrir uma unidade de rastreio do colo do útero e do cancro do cólon e reto, se o rastreio do cancro da mama está nas condições que todos conhecem. “Como é que vão salvaguardar os direitos dos utentes?”

Lina Pereira deixou também o apelo para que as utentes que estejam nestas situações se dirijam a esta Unidade de Rastreio e solicitem todas as informações necessárias e, “se necessário, peçam o livro de reclamações”.

 

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