Após visita ao Centro de Saúde da Calheta, o Grupo Parlamentar do Juntos pelo Povo constatou o estado de degradação do edifício, que carece de obras urgentes.

“Há anos que este centro de saúde necessita de obras, que já foram, inclusivamente, reconhecidas e prometidas pelo Governo Regional. O problema é que os anos passam, esquecem-se as promessas e continua tudo na mesma”, lamentou o deputado Paulo Alves, lembrando mais uma promessa recente do Governo PSD:

“Ainda recentemente, o secretário Sérgio Marques prometeu milhões para uma obra que ele classificou como verdadeiramente estruturante. Mais uma promessa, em ano de eleições, que esperemos não fique pelo caminho como tantas outras. Anteriormente, já se aprovaram projetos e orçamentos e nada saiu do papel, para prejuízo dos utentes deste centro de saúde. O JPP espera que o PSD não esteja, uma vez mais, a atirar areia para os olhos do povo e que desta vez cumpra o que prometeu.”

A comitiva do JPP, acompanhada pelo administrador dos Centros de Saúde da Zona Oeste e da diretora administrativa do Centro de Saúde da Calheta, não foi autorizada a fotografar, mas testemunhou no local problemas ao nível dos pavimentos, com tacos a levantar, pisos escorregadios e perigosos num local desta natureza, sobretudo na zona de fisioterapia.

Ao nível do teto, também se registam problemas. Devido a infiltrações, no passado, colocaram uma chapa de zinco ondulada, que aumenta significativamente a temperatura no interior, nomeadamente na zona das consultas. No entanto, no piso superior continua a haver infiltrações.

Mas os problemas vão além da necessidade de obras na estrutura física e passam também pela urgência de reforçar o pessoal administrativo, no que diz respeito aos centros de saúde do concelho da Calheta. Além disso, é notória a falta que faz o aparelho de raio-x, que retiraram deste centro, obrigando a que os utentes tenham de se deslocar ao Funchal.

Ao nível da sinalização, o JPP salienta duas questões: a falta de plantas de emergência que indiquem as saídas no edifício  e também a falta de sinalética desde a zona central da Calheta, com indicações sobre a localização do centro de saúde.

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