Numa altura em que faltam cerca de 18 meses para as eleições para a Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira e, consequentemente, para o Governo Regional da Madeira, eis que se começam a “rascunhar” cenários eleitorais e a especular resultados.

A atividade política e, principalmente, partidária, passa a acontecer tendo como pano de fundo o ato eleitoral de 2019. A própria Comunicação Social começa a prestar mais atenção a esta atividade político-partidária com o objetivo (e sede) de noticiar tudo o que tenha a ver (ou não!) com as eleições regionais.

Temos, portanto, uma atividade político-partidária a trabalhar em função de um ato eleitoral que só acontece daqui a 18 meses, sensivelmente. E, nesta ânsia de se manter no poder, é notória a mudança de “atitude política” de um PSD que governa (?) a Região há mais de 40 anos.

Pelos vistos, não bastou a entrada de um Vice-Presidente para o Governo Regional, mudanças de Secretários, a nomeação de quase 800 pessoas para cargos de confiança política e um Grupo Parlamentar PSD “escudo do governo”.

Será preciso, agora, que este mesmo Grupo Parlamentar, com medo da verdade e da transparência – princípio ético que deve pautar a ação política de todo e qualquer político – bloqueie, ainda mais, os pedidos de audição parlamentar com justificações estapafúrdias e irreais.

A prova está no “chumbo” que o PSD deu ao pedido de audição do JPP aos responsáveis do Governo Regional com a tutela do Complexo Desportivo de Gaula, sendo que a gestão destas instalações desportivas é da responsabilidade do Governo, através da Direcção Regional da Juventude e Desporto (DRJD).

O objetivo do JPP era ajudar a resolver o entrave que existe em relação ao Clube Sport Juventude de Gaula e a utilização deste Complexo Desportivo por parte do clube. Entretanto, aconteceu algo caricato: esse mesmo Grupo Parlamentar PSD reuniu, num domingo, com os responsáveis do clube para tentar ajudar a resolver a situação, divulgando na Comunicação Social os mesmos considerandos (questões) que o JPP tinha utilizado para justificar o pedido de audição, e que eles próprios chumbaram uns dias antes, para explicar o motivo da reunião.

Além deste exemplo, há outro: o chumbo do PSD ao pedido de audição parlamentar à presidente do Instituto da Segurança Social da Madeira, apresentado pelo JPP, com o objetivo de ser esclarecida a transferência de 30 mil euros para a instituição Aldeia da Paz, feita para além dos valores fixos que são transferidos mensalmente para esta instituição.

Mais uma vez, “quem não deve não teme”!

Com o passar do tempo, temos da parte do PSD uma atitude política de ocultação da realidade.

Não bastou o Governo Regional (PSD) não cumprir as promessas eleitorais de 2015, e sacudir a água do capote, empurrando as responsabilidades para a República.

Agora procura ocultar o que está mal por via do bloqueio do trabalho de fiscalização que compete aos deputados.

*Artigo de opinião publicado no Diário de Notícias / 30-03-2018

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