Agricultura: “há contratos de água de rega com mais de um ano de atraso”

Há agricultores na Região que estão à espera há mais de um ano pelos seus contratos de água de rega. A situação é denunciada esta manhã por Élvio Sousa, líder do Juntos Pelo Povo (JPP), que considera estes atrasos inaceitáveis e acusa a gestão da água de regadio de criar entraves à atividade agrícola.

“Isto não pode ser normal. É um entrave irresponsável de quem gere a água de regadio na Região e que sujeita os regantes a esses irresponsáveis atrasos“, afirma Élvio Sousa, defendendo que a ARM (Águas e Resíduos da Madeira) deve colocar a agricultura no centro das suas prioridades.

Para o líder do maior partido da oposição, a empresa pública tem de “servir, sobretudo, o propósito da agricultura, pensar no futuro dessa atividade, melhorar o serviço, e deixar de ser um albergue de clientelismos e de nomeações partidárias”.

Élvio Sousa sublinha que o conhecimento dos problemas da população resulta de um trabalho de proximidade que desenvolve há vários anos nos diferentes concelhos da Região.

“Há muitos anos que percorro as localidades da Madeira e do Porto Santo. Vou ao terreno, falo com as pessoas e acompanho de perto os problemas de quem trabalha e vive na nossa Região”, afirma.

O deputado acrescenta que esta proximidade constitui uma responsabilidade inerente às suas funções: “E faço-o porque essa é a minha obrigação enquanto deputado: estar junto das pessoas, ouvir os seus problemas e procurar soluções. Irei continuar a fazê-lo, cada vez com mais dedicação”.

O secretário-geral do JPP garante ainda que pretende intensificar o contacto direto com as populações, considerando que “quanto mais perto estou das populações, mais apto me tornarei seu representante”.

“Esta situação na gestão da água de rega não pode continuar como está!“, alerta Élvio Sousa, que considera que sujeitar os agricultores a mais de um ano de espera por um contrato ultrapassa os limites da burocracia.

“Sujeitar os agricultores a mais de um ano de espera por um contrato, não é burocracia, é comprovada incompetência”, afirma o parlamentar, apontando consequências como “prejuízos, perda de rendimentos, menos área agrícola e desconfiança nas instituições”.

Para Élvio Sousa, a situação é particularmente preocupante porque a água constitui um recurso indispensável à produção agrícola. O líder do JPP critica, por isso, a atuação do Governo Regional PSD/CDS, considerando contraditório anunciar a valorização da agricultura e, simultaneamente, deixar os produtores à espera durante meses ou mais de um ano por um contrato de fornecimento de água de rega.

“Quem trabalha a terra precisa de água para produzir. Não pode o Governo PSD/CDS dizer que está a valorizar a agricultura e, ao mesmo tempo, deixá-los à espera, durante mais de um ano, por um contrato de água de rega”, declara.

O deputado alerta ainda para as dificuldades enfrentadas pelos agricultores, que precisam de assegurar o trabalho nas explorações e cuidar das culturas, mas ficam dependentes da conclusão dos processos administrativos.

“O agricultor não pode ficar preso à papelada enquanto tem a terra para trabalhar e as culturas para cuidar à espera da água que não chega!“, enfatiza.

Para resolver o problema, Élvio Sousa defende a adoção de medidas concretas que permitam acelerar a emissão dos contratos e garantir uma resposta atempada aos agricultores.

“Nós temos de agir com responsabilidade, pois para solucionar este problema basta haver eficiência e vontade para resolver os processos atrasados, estabelecer prazos para que nenhum agricultor fique meses e meses sem resposta e simplificar os procedimentos”, conclui o líder do JPP.

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