A Comissão Política da Juventude do Juntos Pelo Povo (JJPP) recomendou esta quarta-feira à líder da JSD de Santa Cruz que “antes de falar em ‘hipotecar o futuro’, talvez o PSD devesse começar por explicar a grande hipoteca financeira em que deixou Santa Cruz”, uma herança que “não desapareceu milagrosamente quando mudou o executivo e obrigou o Município a recuperar, ao longo dos últimos anos, a sua capacidade financeira”, avisando que “não se pode exigir responsabilidade às gerações seguintes sem assumir a responsabilidade pelas decisões das gerações políticas anteriores”, declara Feliciano Nóbrega, vice-presidente da Comissão Política da Juventude do JPP.
O jovem dirigente diz que as declarações proferidas em mais um “ambiente de festa de fim de Verão” obrigam, antes de mais, “a ter memória”. Considera perfeitamente legítimo fazer oposição, faz parte da democracia, mas não aceita que o PSD acuse o JPP de “privilegiar o imediato e hipotecar o futuro” sem recordar “a caótica situação financeira” que o atual executivo encontrou quando chegou à Câmara Municipal de Santa Cruz.
“Quando se fala em ‘hipotecar o futuro’, é importante não esquecer o passado. Quem hipotecou o futuro das gerações seguintes a 2013, foi o PSD e a sua desastrosa gestão financeira. Está documentada. É factual, não há como negar”, afirma.
Feliciano Nóbrega não tem dúvidas: “Se a Câmara tivesse mantido o modelo de gestão da responsabilidade do PSD até 2013, provavelmente hoje não estaríamos apenas a discutir como investir mais no futuro do concelho. Estaríamos ainda preocupados em resolver as dívidas acumuladas no passado. Governar implica fazer escolhas porque nem tudo pode ser feito ao mesmo tempo e nem todos os investimentos podem avançar quando queremos. É preciso definir prioridades e, acima de tudo, garantir que aquilo que fazemos hoje não compromete a capacidade financeira da Câmara e das populações amanhã. É o que significa governar com responsabilidade e competência.”
A Juventude do JPP salienta que foi precisamente o governo PSD/CDS que, há relativamente pouco tempo, não convidou o executivo da Câmara de Santa Cruz nem a Junta de Freguesia para a visita do presidente do Governo Regional ao novo acesso à via rápida, no Caniço. “Este comportamento diz muito sobre o respeito do PSD pela diferença de opinião, por quem vota diferente e pensa diferente, isto sim, deveria preocupar a ‘escola’ JSD”, sublinha.
Para o vice-presidente da JJPP, a obra e a realidade dos números não pode ser ignorada. “Mesmo em recuperação financeira, feita sem passar eses custos para a população, com medidas de austeridade e aumento da carga fiscal, como faz o PSD noutras situações, a Câmara de Santa Cruz, ao longo destes anos, canalizou mais de 4,4 milhões de euros para bolsas de estudo, cerca de 350 mil euros para apoio a medicamentos e 811 mil euros para o programa de pequenas cirurgias, que desde 2019 terá permitido retirar 263 famílias das listas de espera. São apoios que abrangem áreas tão diferentes como a educação, a saúde e o apoio às famílias e que têm sido mantidos ao longo dos anos”, sinalizou o “vice” da JJPP, frisando que o PSD/CDS “tem chumbado todas as propostas apresentadas pelo JPP noutros municípios para a implementação do programa das pequenas cirurgias”.
Feliciano Nóbrega diz que “tem notado ultimamente um frenesim incomum na JSD”, reagindo, em diferentes concelhos, à ação política do JPP e da sua Juventude. “É um bom sinal”, destaca: “Significa que o partido e a JJPP estão a fazer bem o seu trabalho, estão a incomodar quem sempre se achou superior na política regional, mas não nos comovem, não vamos nos desviar um milímetro a nossa atenção do essencial, e o essencial para nós é trabalhar para que os jovens não sejam obrigados a deixar a Madeira porque não conseguem comprar ou arrendar casa, usufruir de salários justos e adequados às suas competências, igualdade de oportunidades, redução do custo de vida, mobilidade aérea e marítima como um direito e não um favor. O JPP nunca foi Governo. Se os jovens da Madeira sentem dificuldades e problemas a responsabilidade exclusiva é de quem há 50 anos governa a Região, governando apenas para os seus, não para os jovens, as famílias, os trabalhadores.”




