Câmara PSD-CDS sem soluções para problemas básicos do Funchal

O Juntos Pelo Povo (JPP) considera que o Funchal tem hoje uma Câmara distante até das questões basilares que fazem parte da gestão diária de uma autarquia e são do interesse geral das populações, em matérias como a recolha de lixo, a higiene urbana, a manutenção dos espaços públicos, o estado do pavimento das estradas e passeios, a iluminação pública e a sinalização rodoviária. Denotamos igualmente que os mecanismos de auscultação dos munícipes não funcionam, quer no que concerne ao Funchal Alerta, em que os cidadãos não recebem resposta às suas reclamações, quer nas audiências e reuniões de Câmara, que ficam cheias de intenções, mas nada muda na resolução e na atenção aos problemas colocados.

Os vereadores do maior partido da oposição, António Trindade e Fátima Aveiro, trouxeram à reunião desta quinta-feira alguns exemplos de “desleixo e completa falta de soluções para resolver problemas que se agravam e amontoam nas diferentes áreas referidas”. 

Os autarcas detetam um padrão na atuação do PSD/CDS nas reuniões da Câmara Municipal do Funchal (CMF), ao referirem que sempre que o JPP questiona sobre os problemas reais da população, a maioria assume compromissos, mas passados meses os munícipes continuam à espera de soluções para problemas que afetam diretamente as suas vidas.

“Passeios degradados, património abandonado, lixo acumulado, pragas, maus cheiros, descargas para a costa, falta de limpeza e manutenção insuficiente do espaço público não podem ser tratados como situações menores numa cidade que quer afirmar-se pela qualidade de vida, pelo turismo e pela proximidade às pessoas, pelo contrário, o cuidado do espaço público, a higiene urbana, a qualidade das estrada e dos passeios são questões fundamentais para a melhora da qualidade de vida dos residentes e visitantes”, sublinham os vereadores. 

O JPP afirma que não desvaloriza a importância de estudos, planos e estratégias para pensar o futuro do Funchal. “Pelo contrário. Mas governar não pode resumir-se a anunciar estudos sempre que é preciso decidir. Os problemas básicos e urgentes exigem ação no terreno, coordenação dos serviços e capacidade de resposta”, frisam.

Para os vereadores, a Câmara não pode refugiar-se permanentemente em intenções, diagnósticos e promessas. “Um passeio por reparar, uma zona com lixo acumulado, um foco de pragas ou uma infraestrutura degradada não precisam de um plano para ser resolvido, exigem apenas intervenção rápida, acompanhamento e resultados”.

O JPP recorda que, de acordo com os dados orçamentais disponíveis, a Câmara Municipal do Funchal terminou 2025 com cerca de 33 milhões de euros de excedente orçamental, e prevê arrecadar cerca de 14 milhões de euros com a taxa turística em 2026, portanto, dispõe de um orçamento global de aproximadamente 136 milhões de euros para o presente ano.

“Perante estes recursos, os funchalenses têm o direito de perguntar: onde está a ser aplicado este dinheiro? Que melhorias concretas estão a sentir na cidade? Depois de quase cinco anos de governação PSD/CDS, o que melhorou efetivamente no trânsito, no estacionamento, na limpeza urbana, na recolha de resíduos, no combate às pragas, na segurança, na manutenção do espaço público e no apoio ao comércio local?”, perguntam.

Fátima Aveiro e António Trindade sublinham que o Funchal não pode ser governado apenas a partir dos gabinetes ou do centro da cidade. Cada freguesia tem necessidades próprias. É preciso estar no terreno, ouvir os moradores, acompanhar os problemas e agir com rapidez.

“A mudança de método que o JPP defende é esta, em prol da cidade: menos anúncios e mais obra; menos desculpas e desleixo e mais responsabilidade; menos distância e mais proximidade. Governar o Funchal é resolver os problemas reais das pessoas, todos os dias e em todas as freguesias”, concluíram.

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