JPP não acredita que a população queira regressar a tempos de má memória

Na reta final da campanha, Élia Ascensão diz não acreditar que a população do concelho de Santa Cruz queira regressar a tempos de má memória, com um Município em bancarrota, com credores à porta e sem capacidade de investimento.

A esta propósito, a candidata lembra que foi o JPP quem recuperou financeiramente a Câmara e que, mesmo estando a pagar a dívida, lançou mão a projetos inovadores no social, na recuperação urbanística, no ambiente e no lançamento de eventos, como o Natal em Santa Cruz e o Santa Cruz em Flor, que trouxeram nova dinâmica ao concelho.

Por tudo, disse não ser sequer justo que quem limpou a casa dê agora lugar aos que levaram o Município à falência, aos que nos últimos anos em que estiveram na autarquia nada fizeram, e que agora surgem com o slogan é tempo de avançar, mas esse avanço só é possível porque o JPP recuperou financeiramente o Município. “Se fomos nós que recuperamos, é justo que sejamos nós agora a avançar, porque não acreditamos que a população dê de volta o poder a quem, como o PSD, não soube aproveitá-lo durante os mais de trinta anos que aqui estiveram”, vincou.

Élia Ascensão refere, a propósito, que a candidatura do PSD se limitou a ir a muitos locais onde a gestão do JPP tem trabalho feito, como foi o caso do quartel dos Bombeiros Sapadores, da Promenade dos Reis Magos, entre outros. “Agora dizem que vão fazer tudo, mas fomos nós que intervimos em áreas nas quais não existia investimento há anos. Lançamos medidas inovadoras como a ajuda às pequenas cirurgias, as ajudas técnicas, a reabilitação de imóveis, as bolsas de estudo, o apoio alargado às escolas do primeiro ciclo”.

A candidata do JPP desmonta alguns dos argumentos do PSD, que anda agora como paladino defensor da população, a prometer devolver 34 euros do IRS, quando, em 2013, tinham previsto um pacote fiscal para vigorar até 2033 com os santacruzenses a pagarem perto de 60 milhões de euros em IMI.

“O PSD, que anda a dizer que o concelho está estagnado, é o mesmo que usa, de forma desonesta, o investimento do Portinho, aprovado no tempo do PSD, para agora se atirar indecentemente à autarquia e ao investimento privado. O PSD, que agora quer um ginásio no quartel dos bombeiros (um ginásio que já se encontrava em construção aquando da visita), é o mesmo que quando saiu do poder em 2013, deixou para trás um quartel envelhecido, onde chovia dentro e onde não entravam novos recrutas há mais de 20 anos. O PSD, que agora vai fazer tudo, é o mesmo que durante anos fez aqui uma dívida descomunal sem fazer obra”, lembrou.

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