Um dos segredos mais bem guardados do negócio monopolista da empresa pública banana (GESBA), e guardado a sete chaves pelos seus administradores, advogados dourados e pelo próprio presidente do Governo Miguel Albuquerque, será revelado em breve. O segredo é o preço de venda da banana por parte da GESBA aos distribuidores, pois relembre-se que a banana surge à venda no Continente quase a 3 euros ao quilo quando os produtores recebem, apenas, 0,44 euros/kg.
Graças à perseverança e ao modelo de fiscalização do JPP e à justa luta dos produtores de banana, as faturas da venda da banana serão reveladas, pela primeira vez, uma situação que está a causar um excessivo nervosismo no setor monopolista. A sentença judicial, do Tribunal Administrativo e Fiscal da Madeira condena a GESBA a fornecer os elementos requeridos, nomeadamente “facultar certidão das facturas solicitadas, expurgadas de todos os dados, com exceção do valor total da factura, quilos vendidos ou transportados, ano da factura, IVA pago e identificação do transportador.”
Recorde-se que a gestão danosa da GESBA revela-se pela análise das suas contas: fatura 18 milhões da venda da banana, entrega aos bananicultores apenas 6,7 milhões, e gasta mais de 12 milhões, segundo os membros do Governo em “despesas de funcionamento”. Usam o trabalho dos agricultores, o rendimento dos produtores para seguir uma gestão despesista e irresponsável, à moda de Albuquerque, cujo dinheiro serve para pagar mais de 720 mil euros a um único advogado, gastar 90 mil euros num site sem alojamento online, e em salários milionários de administradores.
A GESBA não pode continuar a ser uma “ave de rapina” que suga o rendimento dos agricultores, pois continua a pagar 44 cêntimos pela banana (extra), e depois ela aparece à venda no continente a quase 3 euros ao quilo! Quem anda a ganhar dinheiro e a mexer no bolso dos agricultores? Há 17 anos, os produtores de banana recebiam mais 16 cêntimos por kg, pela banana extra, do que recebem atualmente.”
Élvio Sousa



