O JPP recorda que relativamente à sondagem hoje dada a conhecer pelo JM, em 2015, aconteceu rigorosamente o mesmo.

Ou seja, as sondagens indicavam que as estimativas naquele ano permitiam eleger 1/2 deputados e, no final daquela noite eleitoral, o JPP foi a surpresa da noite com 5 parlamentares eleitos. Os estudos de opinião podem servir para muita ilação política e ilação do eleitor. O que a estimativa não dá é o voto na urna, o voto real.

Relembra este partido que já aquando das autárquicas, a estimativa de eleição dada pelas sondagens era de 40%. O final ditou 60% das preferências dos eleitores.

Não querendo criticar de forma nenhuma os autores da sondagem nem, tão pouco, o órgão de comunicação que o trouxe à capa, somos a recordar que 1.503 inquiridos num universo total de 257 mil eleitores não devem corresponder a uma leitura tão minuciosa quanto os resultados assim o definem.

De igual forma, não foram referidas as freguesias abrangidas, nem tão-pouco a distribuição dentro do universo territorial da amostra.  Ainda no mesmo sentido, salientamos o facto das abordagens terem sido efetuadas unicamente por telefone fixo, sendo este método, como sabemos, muito limitador para inferirmos qualquer resultado na atual população madeirense. E esta é uma leitura que julgamos, poder fazer.

Porque entre o questionário e a amostra da sondagem podem existir inferências que ficam no campo da probabilidade. O que a sondagem permite, isso sim, é afirmar que existe incerteza no eleitorado e que as sondagens, nos últimos anos, não têm refletido o que realmente se passa no dia da votação.

Outra conclusão clara, é de que, mais do que nunca, uma aposta nos partidos ditos de fora do arco de governação pode ditar o rumo do futuro político da região.

A população quer uma mudança, mas nem a sondagem consegue demonstrar claramente esse pedido de mudança.

 

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