Saúde mental na Madeira continua no Vermelho

Volta hoje a ser noticia as consequências nefastas que as falhas na Saúde Mental da Madeira têm, com episódios de violência, desavenças, barulhos, consumos “às claras”, assaltos, tendo ontem culminado num incêndio numa casa devoluta, em Câmara de Lobos.

Infelizmente, estes não têm sido episódios isolados sendo cada vez mais frequente a grave situação que se está a viver na Região Autónoma da Madeira, já não se encontrando confinado ao Funchal.

É cada vez mais frequente o aumento de pessoas a viver nas ruas, o aumento do consumo de estupefacientes e de álcool e o aumento da criminalidade atestado pelo próprio relatório da segurança interna, referente a 2022. Numa Região turística onde a segurança é um dos elementos mais apreciados por quem nos visita e por quem opta pela Madeira para viver, é uma autêntica irresponsabilidade a falta de investimento do nosso Serviço Regional de Saúde, na Saúde Mental.

Estes problemas, que têm vindo a crescer a “olhos vistos”, não tem merecido do Governo Regional a devida atenção, continuando o executivo madeirense a “assobiar para o lado”: as doenças mentais afetam pessoas de todas as idades e famílias de qualquer estrato social.

O JPP insiste na conjugação de esforços para concretizar uma ação concertada entre diferentes setores, principalmente os da saúde e da inclusão e assuntos sociais. O executivo madeirense tem de redefinir prioridades e passar à prática sem esquecer que uma boa saúde mental depende de um conjunto de condições fundamentais como as sociais e económicas, o próprio descanso e a acessibilidade ao próprio Serviço Regional de Saúde sempre que necessário. Neste preciso momento, quanto tempo demora uma consulta de psiquiatria? Ou de psicologia?

A atitude do Governo Regional em, reiteradamente, ignorar “os sinais dos tempos”, apenas alimenta as consequências nefastas deste problema na Região. Por isso, é imperativo que o Governo Regional veja, ouça e atue eficazmente, investindo no combate ao flagelo social que se tornou a “ausência” de saúde mental na RAM.

Paulo Alves

Partilhar: