RECORDAR É VIVER [QUANTO VALE UMA OPOSIÇÃO RIGOROSA?]

Bom dia
Que tenham um feliz DOMINGO deste quente mês de agosto.
A pergunta que faço é a seguinte: Quanto vale uma oposição rigorosa e verdadeira a um governo de coligação?
Como já tinha afirmado esta semana, sou suspeito em dizê-lo, mas a verdade é que o nosso Movimento fez uma oposição direta ao atual Governo. Fê-lo com rigor e transparência, requerendo documentos pela via judicial que estavam escondidos da população e da comunicação social, tornando-os acessíveis a todos.
O grupo parlamentar do JPP que atualmente lidero, e que já contou com o profissionalismo da Patrícia Spínola, da Lina Pereira e do Carlos Costa, apresentou propostas (a expressiva maioria chumbadas), liderou debates, expôs os grandes interesses dos monopólios e aprofundou temas que eram ignorados por alguma comunicação social.
Não tivemos medo que pôr o governo em Tribunal (o único partido a fazê-lo), para saber os números oficias das listas de espera na Saúde (que foram deliberadamente marteladas para as diminuir artificialmente); não tivemos medo de lutar para garantir direitos de propriedade às populações que viram os seus terrenos roubados no Concelho da Calheta; não tivemos medo de desmentir, com factos, a propaganda das percentagens de energias renováveis; não tivemos medo de lutar para obter os documentos escondidos do concurso FERRY e que estão em investigação pela Procuradoria-Geral da República; não tivemos medo de expor, a todos, as contas e a faturação da GESBA; não tivemos medo de divulgar o despesismo da coligação e o uso escandaloso do dinheiro público para viagens, carros de luxo e milhares de euros para moedas virtuais.
Uma oposição rigorosa vigia as promessas não cumpridas, e são às dezenas, escrutina os vícios e as negociatas que expõem conflitos de interesses entre público e privado. Uma oposição que luta pela melhoria da qualidade de vida de todos os cidadãos!
Uma oposição incisiva faz-se com um coletivo, assessorado por um conjunto de homens e mulheres empenhados em melhorar a vida dos cidadãos.
É justo, hoje, reconhecer o trabalho estritamente profissional e sério dos deputados Paulo Alves e Rafael F. Nunes que me acompanham desde 2015, tal como eu, na altura, sem qualquer preparação e experiência parlamentares.
Sem vícios, nem formatados em escolas partidárias, sempre defenderam o projeto, ajudaram a criar o Movimento, em 2008, e nunca me defraudaram no seu papel de lealdade, coerência e respeito pelo próximo.
Por isso é que a nossa oposição foi acertada e certeira. Com coesão e humanismo.
Créditos fotográficos: JM
Élvio Sousa

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