Recordar é viver: Onde é gasto o nosso dinheiro? Tribunal obriga Albuquerque a mostrar mais contas da viagem à Venezuela

Bom dia, e bom domingo.

Esta semana o Tribunal Administrativo e Fiscal do Funchal sentenciou, novamente, o presidente do Governo Regional da Madeira a entregar, em 10 dias, mais documentos dos GASTOS da viagem principesca à Venezuela.

Perguntar-se-á: por que razão estamos a fiscalizar esta viagem pomposa, que segundo a revista Sábado, já custou mais de 122 mil euros ao contribuinte, entre estadias, advogados, eventos aristocratas, hotéis de cinco estrelas, jantaradas, tudo pago com o nosso dinheiro?

Para desgosto daqueles que veem as “borgas políticas” apenas na casa dos outros, e que protegem e omitem deliberadamente a PROMISCUIDADE entre a política, as empresas de informação e os negócios (e escondem o “dono” do gás), vamos intensificar, neste mandato, a fiscalização e o escrutínio, e EXPOR a PODRIDÃO!

Os “papelinhos”, numa versão combinada entre os governantes (Albuquerque e Calado) e os diretores de informação supostamente independentes, vão continuar a cair, um a um, em prol da transparência.

Estamos a fiscalizar e a escrutinar se o nosso dinheiro é eficientemente bem gasto. Sem luxos, mordomias, ilegalidades e vergonhosas promiscuidades entre entidades públicas e empresas, algumas das quais pertencentes ao universo empresarial que detém os órgãos de comunicação social.

Pergunta-se: a administração pública regional não tinha meios e recursos para organizar essa viagem à Venezuela, com menos dinheiro? Ou interessava emitir os bilhetes antes do procedimento concursal, e garantir os fatos encomendados, e notícias “fofinhas”, dentro do mesmo universo empresarial.

Vejamos: perante um escrutínio plural da comunicação social do retângulo, a notícia de que a empresa RAMEVENTOS Sociedade Unipessoal, Lda. (que ganhou o concurso para realizar a viagem de Albuquerque) é PERTENÇA do mesmo universo empresarial DIÁRIO NOTICÍAS da MADEIRA, cairia que nem uma “bomba”. Seria escrutinada ao limite, abria telejornais, fazia capas de jornais, causaria demissões.

Por aqui, na Ilha dos Amores (na versão camoniana) aconteceu alguma coisa? Ah, pois, já me esquecia, tentou-se “matar o mensageiro”!

Por aqui, parece que a reação à ética republicana, e ao escândalo das relações proibidas entre a política, a redação paga e os negócios, só é matéria de debate e de exposição no Retângulo e no Continente!

Há MEDO! Todos têm “telhados de barro”. Guardam-se muitos “cacos” no arquivo histórico.

A RAMEVENTOS Sociedade Unipessoal, Lda., já faturou, em quatro anos, e exclusivamente a entidades publicas, quase 900 mil euros, faltando acrescer o IVA.

Albuquerque teve, no limite, até a última sexta-feira para entregar as faturas dos artistas da comitiva, dos bilhetes em falta e do “desaparecimento “súbito”. Não entregou…

 

Élvio Sousa, líder do JPP, via página pessoal de Facebook

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