RECORDAR É VIVER: O gás solidário esfumou-se!

Bom dia! Bom Domingo!

O tema do GÁS tem estado omisso da investigação, porque já repararam que ninguém trata de explicar as razões objetivas pelo facto de uma garrafa de gás butano, de 13kg, custar em média mais 10€ do que nos Açores, apesar de estar mais distante do Continente.

Não se quer mexer do assunto!

Onde pára a investigação? Órgãos impressos detidos por grandes grupos económicos com interesses nos produtos petrolíferos, e mesmo a RTP-M local, não informam com rigor e não esclarecem. Essa é grande conclusão do tema.

Há relativamente pouco tempo, num fact check do Diário do Sousa e do Avelino, veio a feliz conclusão que na Madeira não existe o monopólio do gás, e que o programa do gás solidário seria a grande medida deste nobre e piedoso Governo de coligação. Um piedoso, caridoso e generoso Governo que alimenta o negócio de um grande empresário do armazenamento e carregamento do gás.

Pergunto? Alguém, além de nós fala e explora este assunto? Não! Nem mesmo os partidos que dizem defender a baixa do custo de vida, sem medo.
E os que fazem são perseguidos, castigados e deliberadamente alvo de tentativas de desacreditação nesses órgãos de propaganda.

Todavia, agora que o Programa Assistencialista do Gás Solidário se evaporou, deixando 2600 famílias sem o apoio de 20€, numa garrafa sem regulação, o Governo PSD, CDS e PAN perdeu o pio! E não só. Também os panfletos de propaganda do dito grupo, que manietaram e fabricaram conteúdos externos para despistar o rasto do dono do gás, nem uma palavra! Curioso.

Nos Açores, e para estancar o crescimento de monopólios e de “sanguessugas” que vivem à sombra do Orçamento e da carteira do Povo trabalhador, o gás encontra-se regulado e inserido na listagem dos produtos energéticos e petrolíferos. Não há gás solidário, há gás regulado, como deve ser numa Região.

Estranhamento, na Madeira, pela Portaria n.º 25/2022, o GÁS (butano, propano e canalizado), não se encontra na lista de regulação, que controla o Preço Máximo de Venda ao Público da gasolina sem chumbo IO 95, do gasóleo rodoviário e do gasóleo colorido e marcado.

Está tudo controlado, pensado para continuar a engordar “meia dúzia”. E o Povo vai custeando a engorda, com mais 10 euros por garrafa. Parece que o “liberalismo selvático” gosta dessa exploração.

Texto de Élvio Sousa, líder do JPP, na sua página pessoal de Facebook.

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