Decorreu no passado dia 24 de abril de 2025 a reunião ordinária da Assembleia de Freguesia do Caniço. Confrontados com a apresentação do aumento de verbas disponíveis para a despesa corrente da autarquia, fruto do saldo de gerência, a coligação PSD/CDS volta a estar em destaque, mantendo-se fiel ao seu modo de atuar, votando contra o reforço de cerca de 300% ao apoio socioeducativo proposto pelo Executivo da Junta de Freguesia do Caniço.
Reconhecendo que a população em geral e, em particular a classe média, experimenta dificuldades no dia a dia para fazer face aos seus compromissos financeiros, aquele reforço vem aliviar a elevada carga financeira de muitos agregados familiares, principalmente após o aumento do custo de vida que assenta em subidas de preços verificados em quase todos os setores.
A revisão orçamental efetuada pelo Executivo veio ainda reforçar rubricas como a dos investimentos, da salubridade e do apoio às escolas do primeiro ciclo com pré-escolar da nossa Freguesia, dentro das competências desta autarquia.
O JPP lamenta, mas ainda assim não estranha, que aquela oposição PSD/CDS não tenha em consideração as necessidades de tantas famílias que carecem deste tipo de apoio, e cujas dificuldades têm vindo a manifestar, muitas vezes em atendimento pelo Presidente da Junta. É caso para dizer-se que “preso por ter cão e preso por não o ter, pois a oposição “Estoirar Santa Cruz” recorre frequentemente às redes sociais a denunciar as dificuldades por que passam os canicenses e, depois, em sede própria quando poderiam contribuir para minimizar os constrangimentos financeiros, fazem exatamente o contrário: votam CONTRA!
Custa a compreender como é que membros da Assembleia de Freguesia eleitos pelo PSD/CDS continuem a votar contra medidas que são amplamente pensadas para o bem-estar da população, principalmente das pessoas com maior carência financeira. Pessoas essas que, certamente, confiaram o seu voto naquele projeto político. A gestão dos dinheiros públicos deve ir sempre ao encontro das necessidades reais da população e não dos caprichos de uma oposição que vota contra por despeito, e que assenta o seu sentido de voto em agendas político-partidárias.
É lamentável que este grupo de pessoas que, supostamente deveriam representar o povo, continuem com uma visão tão afunilada e limitada que não lhes permite ver além da pseudo-oposição que julgam estar a fazer. Porque, no fundo, fazer OPOSIÇÃO não é criticar ou votar contra só porque sim. Fazer Oposição é alertar, apresentar soluções e contribuir para que o nosso Caniço continue a crescer.
Nas palavras de Jacques Bossuet, “Pensar contra foi sempre a maneira menos difícil de pensar.”



