Élvio Sousa: “Presos pelo ódio e pelo passado”

Esta manhã, o líder do Juntos pelo Povo (JPP), Élvio Sousa, afirmou um conjunto de posições sobre convivência social, construção política e o futuro do projeto cívico que lidera.

O dirigente do JPP começou por referir que “há anos, ao ouvir uma leitura bíblica escrita há mais de dois mil anos, por um judeu de Jerusalém, Yehoshua Ben Sirac, refleti sobre a natureza efémera da vida. A frase, “lembra-te do teu fim e deixa o ódio”, é uma mensagem forte que reflete, em meu entender, que de nada serve cultivar o rancor e a maldade quando a mortificação da alma e do corpo são conhecidas”, considerou.

Para o deputado “os ensinamentos da vida revelam que nenhuma “casa grande” é construída de forma rápida. Pois bem! É aí que desejo, hoje, meter alguma argamassa ou cimento.”

“Na construção do nosso projeto cívico, que o Tribunal Constitucional validou pelo nome de Juntos Pelo Povo, não haverá espaço para o ódio e para a discriminação do outro. Todos os que ali militam e os que são convidados a dar expressão livre do seu pensamento, são sempre bem-vindos”, afirmou.

“A sociedade, cada vez mais acelerada no ritmo, desaprendeu a cultivar a tolerância e a fraternidade”, lamentou o parlamentar.

Élvio Sousa considerou ainda que “rapidamente importam-se demasiado com o exterior, cultivam excessivamente a vaidade, apontam o dedo ao outro, com negatividade, ao que foi ou ao que é no presente, não se apercebendo que a virtude está em tirar proveito, com sabedoria, da experiência do interveniente.”

O deputado do JPP citou ainda Sun Tzu, afirmando “tenhamos em consciência o seguinte: “A excelência suprema consiste em quebrar a resistência do adversário sem combater” (Sun Tzu). A maior luta é aquela que dispensa menor esforço físico.”

Na mesma linha, defendeu que “a construção de um projeto, no presente, aprende com o passado, é certo, mas não vive preso à negatividade do passado. Pensa e projeta o futuro convivendo com versões plurais. Sai fortalecido, mais sólido e mais humano.”

“Construir um projeto de alternativa de governo, mais do que ser oposição, a virtude está em ser a solução. E, para tal, o contributo de todos é vital, tal como continuar o recrutamento permanente na sociedade”, acrescentou.

Élvio Sousa anunciou que “o JPP, ao contrário do que os críticos maldosos têm vociferado, é um movimento que capitaliza imensos quadros, e que está prestes a constituir um novo gabinete de estudos independente visando enriquecer o seu programa nas áreas sociais, económicas e culturais.”

O dirigente político relevou as novas estruturas e quadros do partido: “Com uma organização territorial prestes a ficar concluída à escala municipal, com uma estrutura de juventude rejuvenescida e com novos quadros recém-formados, com um movimento de mulheres em marcha e uma comissão autárquica projetada para a formação e para a orientação dos novos autarcas, o JPP enquadra-se num projeto sólido de governo.”

O líder do JPP concluiu afirmando que “vem aí um novo paradigma! Precisam-se de mentalidades abertas, com visão de crescimento e de sustentabilidade futuras”, e instou: “Não basta olhar para trás! Para construir a “casa grande” é necessário “operários” e “arquitetos” igualmente “grandes”.

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