O ano 2020 reportou-me a um passado que conheci apenas nas aulas de História, através das matérias sobre a peste negra e a gripe espanhola. Jamais pensei eu fazer parte de uma geração que teria um episódio semelhante para contar aos meus descendentes, se assim a minha vida o permitir.

O mês de março trouxe uma palavra, “Covid19” para a ciência, para a saúde e para a política portuguesa que era desconhecida entre a população. Em pleno mês de julho, 5 meses depois, muitas questões surgem sobre as políticas emanadas em tempos de pandemia.
No início da pandemia estive intensamente atenta a todas as declarações prestadas pelos nossos governantes e toda a legislação emanada no nosso País para a prevenção e contenção de uma pandemia desconhecida.
Inicialmente, o IASAUDE fez vídeos que passavam frequentemente na RTP afirmando que o uso da máscara dava a ilusão de segurança desaconselhando o uso da mesma, justificando com estudos científicos que ao usá-la estaríamos a respirar dióxido de carbono. Alguns meses depois a máscara passa a ser obrigatória. O Governo Regional distribui duas máscaras por casa, para satisfazer alguns cidadãos. Questiono e as casas que têm uma pessoa? Ficam com duas máscaras. E as que têm mais que duas?
Mais cómico é quando vamos algum serviço de saúde e nos dizem: é obrigatório o uso de máscara cirúrgica. Onde está essa lei? Porquê uma máscara cirúrgica e não uma das que o governo regional nos enviou?
Muitas questões imperam neste tempo de pandemia. Questiono os nossos governantes sobre o serviço de saúde prestado à sua população. Porque fecharam muitos centros de saúde sabendo da dependência que muitos idosos têm por comprimidos para a tensão, diabetes entre muitos outros problemas?
Na minha opinião este tempo de pandemia é visto como uma pré campanha, uma vez que as autárquicas para 2021 estão mais perto que longe. Começamos a ver muitos governantes, e quem ambiciona esse pelouro, a usar futilidades como “armas”, no entanto a criatividade não é abundante, pois só mexem em lixo e buracos.
Uma dica de “amadora”: revejam o vosso significado de política nos vossos livros de História, pode ser que a nossa história mude.
LISANDRA NUNES
Técnica Superior em Educação

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