A disseminação a nível mundial do novo Coronavírus (SARS-CoV-2), em virtude da sua gravidade, fez com que a Organização Mundial de Saúde caracterizasse a situação como pandemia. Este contexto obrigou a Humanidade e a Região em particular, a adotar medidas de confinamento com vista ao combate da propagação deste novo vírus. A generalidade da população, restringida à sua habitação, rapidamente se apercebeu da importância de realizar uma prática regular de atividade física, utilizando os materiais de treino que possuíam ou então adaptando os materiais existentes em casa com alguma criatividade para combater algum marasmo no seu quotidiano.

Além da ameaça do vírus, os comportamentos sedentários mantidos durante esta fase contribuíram do ponto de vista fisiológico, para a degradação da saúde de todos aqueles que não realizaram atividade física nos níveis adequados, com especial atenção para o desenvolvimento das problemáticas ao nível da obesidade (e consequente aumento da % de Massa Gorda) e as doenças cardiovasculares associadas. Já do ponto de vista psicológico, identificou-se (empiricamente) o aumento da ansiedade e do stress, causados pela rotina proposta pela pandemia, afetando miúdos e graúdos.

Os benefícios de uma prática de atividade física regular são bem conhecidos, destacando-se a sua contribuição para uma sensação de bem-estar geral, podendo ser um momento de entretenimento e socialização familiar, bem como uma ferramenta crucial de combate à obesidade e a diversas doenças cardiovasculares.

A consciencialização (querendo acreditar que não seja uma moda ou um evento efémero) da importância da realização de atividade física regular, associada a outros estilos de vida saudável, nomeadamente ao nível da alimentação, quase que, como por catarse, contagiou (e bem!) a sociedade em geral. Contudo, para a obtenção dos efeitos desejados é necessário, à semelhança de um medicamento, uma prescrição, com “posologia” e “dosagem” adequadas, em função de uma avaliação inicial e considerando as necessidades, interesses e capacidades dos indivíduos. Para a prossecução deste objetivo, torna-se imprescindível o aconselhamento de um profissional da área que, tal como um médico, recomendará o “medicamento” (entenda-se a atividade física) ajustado de forma personalizada e eficiente.

Assim, após ultrapassarmos esta pandemia, esperamos efetivamente que a adoção de uma prática de atividade física regular faça parte de uma rotina diária na nossa sociedade, em consonância com outros estilos de vida saudável. Acima de tudo, queremos tentar acreditar que toda esta situação ajude os nossos grandes decisores a valorizar e a encarar a atividade física, a Educação Física e o Desporto como um meio de desenvolvimento do Homem e uma ferramenta capaz de introduzir mudanças positivas na nossa sociedade.

Pela sua Saúde, faça atividade física!

MÁRIO TEIXEIRA

Professor de Educação Física

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