Élvio Sousa denunciou a existência de partidos “vira-casacas” que, em medidas fundamentais para a população, mostram “falta de coerência e seriedade”, nomeadamente, “na baixa do IVA da eletricidade”.

“Estamos a discutir as ações do sentido de voto na Assembleia da República em temas com impacto na Região e o que se verifica é a existência de partidos que votam favoravelmente na Assembleia Legislativa da Madeira, mas depois, na Assembleia da República, votam contra”.

O deputado lembra a proposta do JPP discutida na Assembleia Legislativa da Madeira para baixar o IVA da eletricidade onde todos os partidos votaram a favor, mas, “quando chegou à República, recuaram e vergaram-se à chantagem dos partidos nacionais”.

Ontem decorreu na Assembleia da República a votação desta mesma medida que o “JPP considera ser da maior justiça social pois a eletricidade é um bem de primeira necessidade” mas “foi chumbada pelos mesmos partidos que na Madeira aprovaram: estou a falar do PS, do CDS-PP e estou também a falar do PSD que, ao abster-se, viabilizou o chumbo da proposta”.

O presidente do grupo parlamentar recordou que, “na altura em que foi para aumentar o IVA da eletricidade, ninguém perguntou aos portugueses se essa seria uma opção política desejável, ninguém pediu permissão aos portugueses. Agora, para baixar o IVA, só se fala do impacto financeiro que daí acarreta. Alguém questionou o impacto financeiro que o aumento do IVA da eletricidade teve para os agregados familiares? Para as empresas?”, questionou.

“Quando os madeirenses olharem para a fatura da eletricidade, com o IVA a 22%, não se esqueçam da cara dos 6 deputados eleitos pelo circulo da Madeira que, fazendo parte do mesmo partido, aqui votaram e viabilizaram a baixa do IVA da eletricidade, mas na Assembleia da República, ontem, recusaram essa ajuda para os contribuintes individuais, para as empresas e para as famílias”, concluiu.

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