À semelhança do que sucedeu em 2019, cujo acordo político da coligação entre o PSD e o CDS foi tornado público, e aliás divulgado na íntegra na página da Transparência do JPP (https://juntospelopovo.pt/acordos-de-legislatura/), continuamos a incitar aos partidos envolvidos a divulgar publicamente o acordo. A bem da transparência e da Democracia.
Com este secretismo, e com as tentativas óbvias de tentar disfarçar que as negociações não ocorreram antes das eleições e diretamente com a responsável do PAN, Inês Sousa Real, residente em Lisboa, o PSD, o PAN e o CDS estão a subverter os princípios da Autonomia do Povo da Madeira, e a afundar as raízes da confiança popular.
Este comportamento primário, de manifesta falta de sentido de governabilidade e de responsabilidade governativa não pode passar em claro.
Tudo aquilo que vem sendo publicado é matéria filtrada, e o JPP não vai aceitar essa opacidade, nem tão-pouco uma manta de retalhos divulgada na imprensa. O Parlamento e os deputados merecem ser informados e exercer a fiscalização e o escrutínio dos atos da governação.
Chega-se ao cúmulo, de haver, sim, um acordo “secreto” de incidência parlamentar que o próprio Parlamento regional desconhece em absoluto. Deste modo, o povo da Madeira e do Porto Santo continua à espera da divulgação integral desse pacto.
Se Miguel Albuquerque é democrata, e não vive na sombra, que o divulgue na íntegra, e deixe-se de conversa fiada. Para quem jurou aos Madeirenses demitir-se caso não tivesse maioria absoluta, começa já o mandato a tentar esconder as negociatas feitas nas costas dos Madeirenses.
Élvio Duarte Martins Sousa



