Portugal atravessa uma crise dramática. Casas, campos, florestas e vidas estão a ser devorados pelas chamas. Os bombeiros combatem o fogo até à exaustão, enquanto populações inteiras choram o que perderam.
Neste cenário de tragédia nacional, o Primeiro-Ministro opta por permanecer de férias no Algarve e participar em comícios políticos, como se a situação do país fosse irrelevante.
Isto não é um lapso. É um insulto. Um murro no estômago de milhares de portugueses que vivem hoje o desespero. É a prova de que temos um Governo desligado da realidade, fechado no conforto da propaganda e incapaz de sentir a dor do país que governa.
O deputado recorda que este comportamento não é inédito.
Na Madeira, no ano passado, governantes do PSD — incluindo o Presidente do Governo Regional — preferiram o refúgio político no areal do Porto Santo à urgência da tragédia que afetava a população.
Também em Santa Cruz, em 2012, o então presidente da Câmara Municipal do PSD optou pela ausência, mergulhado numa piscina de uma unidade hoteleira no Porto Santo, enquanto o concelho ardia.
Muda-se a cara, repete-se a mesma arrogância e a mesma indiferença. Quando a nação está em chamas, não há férias. Não há cocktails. Não há comícios. Não há reentrés. Há apenas um dever: estar no terreno, liderar e mostrar que o país não está entregue à sua própria sorte. O que falta a estes governantes é um pingo de humanismo e vergonha na cara. Tudo o resto é cobardia política mascarada de agenda.



