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A nova rede de transportes públicos rodoviários da Madeira e Porto Santo, Siga, ainda agora começou a circular e já regista falhas no serviço às populações mais isoladas das zonas altas da Ribeira Brava.

O JPP esteve este sábado no Espigão, e num encontro que reuniu duas dezenas de moradores, depois de ouvir um rol de queixas, o secretário-geral do partido Élvio Sousa manifestou solidariedade à população e pediu que o “problema seja rapidamente resolvido”.

A população informou os dirigentes do JPP que o autocarro fazia seis viagens ao Espigão, quatro das quais em período não escolar, mas deixaram de ter transportes públicos de passageiros desde 1 de julho, precisamente o dia em que a Siga começou a circular. Para apanharem a camioneta, a população tem de fazer um percurso a pé de 45 minutos.

Élvio Sousa concede que um serviço novo “precise de afinações”, mas estranha que o “problema persista durante vários dias, dificultando a vida já de si difícil a quem vive isolado de quase tudo e sem outra alternativa de transporte público para fazer a sua vida”, critica.

O dirigente vê com bons olhos a entrada em funcionamento de uma rede de autocarros “mais modernos, menos poluentes e mais cómodos para os passageiros”, mas é de opinião que “quando se investe milhões de euros dos contribuintes em novos autocarros e são pagos milhões em indemnizações compensatórias às empresas para servir as populações, estas falhas têm de ser resolvidas sem demoras”.

Além da situação que afeta as zonas altas da Ribeira Brava, o JPP foi alertado por populares para a suspensão e completa ausência de transportes públicos durante as férias escolares para as populações residentes no Pedregal, Campanário e Ribeira da Tabua. “É preciso resolver também este problema”, apela Élvio Sousa.

De acordo com o governo regional, a nova rede Siga é operacionalizada por três companhias: Companhia de Autocarros da Madeira (CAM), a Siga Rodoeste e a Horários do Funchal (HF).

Garante o executivo que “a rede Siga irá permitir uma melhor gestão, utilização e conforto dos serviços de transportes rodoviários de passageiro a todos os utilizadores”.

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