O secretário-geral do Juntos Pelo Povo (JPP) alertou este sábado que “só um partido reformista, nascido na Madeira, sem amarras a Lisboa e livre de monopólios, poderá mudar o estado atual das famílias, de quem trabalha, dos jovens e das pequenas empresas”.
Élvio Sousa falava da 5.ª Edição da Festa do Povo, o encontro anual do maior partido da oposição, aberto à população, que junta dirigentes, deputados, autarcas, militantes e simpatizantes, que teve como palco o Pavilhão do CS Marítimo, em Santo António, no Funchal.
“Isto não é apenas uma festa”, começou por afirmar o líder do partido, perante um pavilhão bem composto. “É o encontro das nossas gentes, dos militantes e simpatizantes de todos os concelhos da Região, de famílias, emigrantes, trabalhadores, empresários, jovens, agricultores e pastores, enfermeiros e médicos, professores e educadores, funcionários públicos e profissionais liberais”.
Lina Pereira, presidente do JPP, e Élvio Sousa, secretário-geral, fizeram as honras da casa, num dia também marcado pela estreia de Alexandre Gomes, o jovem jurista e estudante de Mestrado em direito que assumiu recentemente a liderança da Juventude do JPP.
Com novos quadros a darem a cara pelo partido, Élvio Sousa apontou baterias ao Governo Regional: “Já não podemos ter esperança de que o PSD e o CDS possam mudar o elevado custo de vida, baixar os impostos e o IVA (que encarece o preço dos bens e dos serviços); reduzir as listas de espera na saúde, baixar a inflação, resolver o problema da habitação na Madeira. Eles estão mais interessados no golfe, nas viagens, nas marinas para mega-iates, nas vaidades, em garantir emprego à sua família e em agradar os donos dos monopólios. Com eles não vamos a lado nenhum! Estão os madeirenses, as famílias e as empresas, e trabalhar para eles gastarem!”
O líder do JPP garantiu que o partido está a trabalhar em dossiers para construir uma alternativa de governo confiável e focada nos reais problemas das famílias, de quem trabalha, dos jovens e das empresas: “Para mudar o estado atual das coisas, só com partido reformista e nascido na Madeira, como o JPP, que agrega jovens, técnicos e muitos bons quadros, que chegam felizmente todos os meses.”
E acrescentou: “Um partido da Madeira que não tenha medo de Lisboa, que se concentre nos reais problemas da Região, em reduzir o custo de vida, baixar o IVA, melhorar os salários, trazer um ferry de passageiros e mercadorias (que não limite a carga a 40 unidades); aumente a oferta pública de habitação, melhore os serviços de saúde e dê oportunidade aos jovens.”
O apelo à mobilização surgiu naturalmente: “Pedimos a todos os madeirenses e porto-santenses que nos deem força e confiança para alterar o atual estado da Região e reduzir significativamente o custo de vida. O plano do PSD é o de transformar a Madeira num destino ‘resort’ para turistas. Deem-nos força e coragem para garantir um futuro melhor para os vossos filhos, com menos impostos para quem trabalha e as empresas, mais concorrência com o Ferry, com novas cadeias de supermercados e com a redução do preço dos combustíveis e gás.”
Élvio Sousa trouxe a autonomia ao encontro. “Queremos que a autonomia seja devolvida aos madeirenses, pois na última década o PSD e o CDS venderam os ideias autonomistas a Lisboa e foram vergados ao silêncio na Assembleia da República”, afirmou, lembrando dossiers importantes que continuam por resolver, como a mobilidade aérea, as dívidas dos subsistemas de saúde, o chumbo à proposta do ferry, e o segundo meio aéreo “são provas desse agachamento”.
O partido que lidera a oposição regional deixou uma mensagem de confiança: “Nós vamos avançar com uma nova era, com uma agenda de seriedade e de confiança. Além da proposta de revisão da constituição, do sistema inovador para a agricultura e sílvio-pastorícia, e do regime fiscal próprio, estamos, agora, a iniciar a criação da Agenda-Madeira-Autonomia 2027-2047, que se traduz num plano de desenvolvimento para as duas décadas, a envolver quadros do partido e individualidade da sociedade.”




