“Não confiamos na palavra de Albuquerque”

À margem de uma nova sessão de agradecimento à saída das eucaristias no Funchal, o líder do JPP, Élvio Sousa, avançou que a “decisão ontem dos militantes e dos órgãos do partido foi unânime”, em não aceitar encontros com o governo.

O Juntos Pelo Povo (JPP) recusa-se a participar “em reuniões secretas feitas nas costas do povo”, referindo-se ao encontro da próxima segunda-feira, convocado pela secretaria da Educação, Ciência e Tecnologia, com a tutela dos Assuntos Parlamentares.

Os militantes foram perentórios, e lançaram dúvidas sobre se “depois de tanta mentira, das trapalhadas e das negociatas alguém acredita na palavra de Albuquerque, alguém aceitaria ser fiador deste PSD e de Albuquerque?”

“Nada mudou nem vai mudar, o JPP não é um partido catavento”, afirma o líder do partido, para concretizar: “Temos um compromisso de coerência e de seriedade para com a população que nos delega confiança através do voto e também para com os nossos militantes. Não tomamos decisões de forma leviana, como fazem alguns partidos, nós ouvimos os militantes e respeitamos a sua voz”.

Élvio Sousa diz que Miguel Albuquerque mandou retirar o Programa de Governo um dia antes de ser votado no Parlamento, e quando já ia com dois dias de trabalhos parlamentares, apenas para “gizar mais uma manobra de diversão, iludir os madeirenses e porto-santenses, continuar a sacudir a responsabilidade pela crise e atirar as culpas para os outros partidos.”.

“Não queremos fazer parte de um encontro onde os intervenientes não têm credibilidade no uso da palavra, não são de confiança e praticam a mentira, com a ajuda dos meios de propaganda subsidiados pela Região”, reforça, para sugerir: “Os encontros devem ser à vista de todos os madeirenses, abertos à população, ao vivo e a cores, sem segredinhos nas costas dos madeirenses. Não confiamos na palavra de Albuquerque, nem deste Jaime Ramos, outro fiel-escudeiro, para continuarem a explorar os madeirenses, como recentemente denunciamos no vergonhoso negócio do gás.”

 

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