Relatório de Estudos em Modelo Matemático da Marina do Lugar de Baixo

NOVO    JPP publica Relatório de Estudos em Modelo Matemático da Marina do Lugar de Baixo

O JPP contribui novamente com a divulgação de mais uma publicação reservada e custeada pelo erário público, reforçando o seu papel de fiscalização e igualmente o de forçar o principio da transparência, substituindo ao executivo regional na divulgação pública de dossiers fundamentais da Região.

Publica-se o Relatório de Estudos em Modelo Matemático da Marina do Lugar de Baixo, estudo encomendado ao Laboratório Nacional de Engenharia CIVIL (LNEC) pela Secretaria Regional dos Equipamentos e Infraestruturas (SREI) tendo por base o procedimento concursal assinado a 25 de maio de 2022 (Estudo da Agitação marítima em modelo numérico para a requalificação da Marina do Lugar de Baixo”), com um custo de 25 mil euros mais IVA.

O Relatório de 132 páginas traz à luz do dia evidências científicas (sobretudo no ponto 3.2) que, se tivessem sido consideradas na altura da planificação da obra, teriam evitado o desastre financeiro e os cerca de 100 milhões gastos, incluindo as obras de estabilização e consolidação da encosta.

Segundo o estudo a famosa boia ondógrafo do Funchal – tida como responsável pelos erros técnicos da obra, segundo o Relatório da Comissão Parlamentar Inquérito à Marina do Lugar de Baixo (2017), e usada para caracterizar o modelo de agitação marítima que suportou tecnicamente o avançar da obra – não pode, no entender dos técnicos do LNEC, “…para períodos muito longos ser considerada como ao largo. Acresce também que a sua localização é razoavelmente afastada da zona de interesse do presente estudo “(…) a agitação marítima obtida na boia ondógrafo, dada a sua localização na zona sudeste da Madeira, não é adequada para ser utilizada em estudos de agitação marítima na zona de estudo (Ponta do Sol, Lugar de Baixo) (…) não é representativo das condições ao largo da costa sul da ilha da Madeira”. As limitações desta boia são tão relevantes que “…optou-se neste trabalho por não usar os dados da boia ondógrafo do Funchal”, refere o estudo do LNEC na página 6.

Para consultar o estudo, clique aqui.