É um tema de especial importância para o custo de vida dos madeirenses e portosantenses que tem a ver com o preço do gás, enquanto produto energético. A verdade é esta: no ano de 2022, os madeirenses pagaram mais 4,2 milhões de euros na fatura do gás do que os congéneres açorianos. A diferença atual de preço de uma botija de gás butano de 13kg é de 9,85€, isto é o que o madeirense paga a mais do que o açoriano. Nos Açores uma botija de gás custa ao consumidor 18,30€. Na Madeira, a mesma garrafa está a custar 28,15€. Uma diferença que corresponde a mais 54% do que o preço praticado nos Açores.
O JPP tem questionado vezes sem conta os membros do Governo, em especial Miguel Albuquerque e todos eles fogem à pergunta e ao esclarecimento. Explicar por que razão o gás (butano, propano e GNL) não é regulado por portaria semanal que define o seu preço máximo dos combustíveis, e as razões objetivas para uma garrafa de gás butano estar a custar, esta semana, quase 10 euros a mais que a mesma garrafa nos Açores, estando aquela região mais distante do Continente que a Madeira.
Ao manter esta situação, a coligação PSD/CDS continua a carregar impostos sobre os madeirenses, e continua a manter os madeirenses escravos de monopólios que não trazem benefícios, mais concorrência e menor custo de vida.
Continuar a deixar os madeirenses pagarem mais 4,2 milhões na fatura de gás, sem usar os poderes de regulação de uma Região ultraperiférica é manter os madeirenses na pobreza e agachar-se aos donos disto tudo. Se dúvidas houvesse, os madeirenses que façam as contas segundo os dados fornecidos pela estatística regional.
No fundo, aquilo que se conclui é que, os madeirenses, para atividades básicas do seu dia-a-dia, como tomar banho e cozinhar, pagaram mais 4,2 milhões de euros do que açorianos.



