O líder do Juntos pelo Povo (JPP), Élvio Sousa, destacou esta manhã, as recentes jornadas do partido dedicadas ao tema “Juventude e a Política”, sublinhando que a iniciativa constituiu “uma oportunidade de o partido mostrar não só os seus quadros mais jovens como, também, de apresentar os principais desafios para esta geração”.
Segundo Élvio Sousa, foi “pena” que a comunicação social privada, com exceção da RTP, não tenha acompanhado o evento, considerando que ficaram por destacar “a prestação e o nível das intervenções”, sobretudo numa altura em que “os protagonistas da imprensa se queixam da escassa participação de jovens nas atividades partidárias”.
O dirigente do JPP criticou ainda aqueles que afirmam que o partido não dispõe de quadros políticos preparados. Na sua perspetiva, alguns críticos “mais agem por mimetismo do que pela sua própria cabeça” e “entronizaram o padrão repetitivo de que o partido não tem quadros”. Para Élvio Sousa, trata-se de “pura mastigação, por imitação dos seus congéneres afetos ao PSD”, uma atitude que, entende, revela que os adversários veem no JPP “um sinal de vitalidade e de autonomia revitalizada”.
O líder do maior partido da oposição considera que existe uma estratégia deliberada de combate político baseada na repetição de falsidades. “A estratégia pensada é a de virar-se para o adversário, reproduzindo uma mentira, a ver se cai em verdade”, afirmou, acrescentando que os críticos esquecem “o mobilismo e a capacidade de trabalho, e de visão”. Nesse contexto, citou George Bernard Shaw para sustentar que “o progresso é impossível sem mudança; e aqueles que não conseguem mudar as suas mentes não conseguem mudar nada”.
Élvio Sousa destacou também o crescimento interno do partido, referindo que “desde o final de 2024” o JPP tem vindo a atrair “jovens qualificados e com espírito aberto e livre”, conscientes de que a sua participação e os seus contributos “serão decisivos para a construção de uma Região mais preparada para o futuro”.
Relativamente à estratégia de expansão do partido, o parlamentar afirmou que o JPP está a desenvolver o seu projeto “com calma e serenidade”, procurando construir estruturas organizativas “assentes nos alicerces de uma regionalização partidária, de base nacional e autonomista”.
O secretário-geral do JPP salientou ainda o trabalho que está a ser desenvolvido pelas estruturas internas do partido. Além dos mecanismos criados para o acompanhamento e formação dos novos autarcas, destacou que “a Comissão das Mulheres do JPP já trabalha no terreno” e que o “Gabinete de Estudos e Estratégia alicerça o programa e recolhe o conjunto de rostos que se apresentarão para uma alternativa governativa da Região”.
Quanto à Juventude do partido, Élvio Sousa referiu que esta conta agora com mais filiados e reúne “novos e antigos rostos”, representando “a base de futuro do JPP”. Na sua opinião, “sem eles, este projeto cívico não vingará e não se transformará”, defendendo que “com os jovens, no lugar certo, a nossa presença será perpetuada e celebrada ao devir”.
Na análise do atual momento político e social, o dirigente sustentou que “o paradigma do momento é o da mobilização e da transformação de mentalidades para um mundo novo”. Por isso, advertiu que “parar, será fossilizar o que temos”, defendendo que “criar e mobilizar, com a capacidade construtiva e não destrutiva, será o caminho tranquilo para a consolidação do projeto”.



