Graças à perseverança, à pressão, ao modelo de fiscalização do JPP e à justa luta dos produtores de banana, as contas da GESBA têm vindo a ser fielmente escrutinadas, o que levou já a um aumento do preço final pago ao produtor.
Mas não temos dúvidas que a gestão da GESBA continua a ser danosa para o bolso do agricultor e tal confirmação surge (a título de exemplo) com gastos manifestamente excessivos em deslocações, estadias e despesas de representação, ou, mais recentemente, com o contrato despesista que levou a GESBA a contratualizar o aluguer de carros ligeiros de passageiros, por mais de um milhão de euros (!), tal como foi oportunamente avançado pelo JPP.
É neste sentido que o JPP mantém a apertada fiscalização à empresa pública de gestão do sector da banana, solicitando o Relatório de Gestão da GESBA do ano económico de 2023.
O Juntos pelo Povo tem sido, sem qualquer margem de dúvida, o Partido que mais tem contestado a gestão da GESBA, entendendo ser inaceitável que a empresa que gere o sector da Banana continue a pagar ao agricultor apenas 44 cêntimos por quilo de banana extra, para depois a mesma Banana da Madeira ser vendida em superfícies comerciais do continente a quase 3 euros ao quilo!
Uma gestão ruinosa que condena o agricultor a receber menos do que recebia há 17 anos. E, se dúvidas houvessem, bastaria consultar as faturas de 2006, quando o agricultor recebia pela mesma banana, 0,60 €/Kg, ao qual ainda acresciam as ajudas da União Europeia.
Esta gestão é completamente inconcebível num modelo de produção em que a grande fatia dos lucros nunca chega aos agricultores, e ficam retidas em “despesas de funcionamento” desta empresa pública que, como sabemos, foi inicialmente criada para aumentar o rendimento do agricultor, mas que, rapidamente se esqueceu do seu propósito.
É inconcebível que, passados tantos anos, o trabalho e o rendimento dos produtores continue a subsidiar uma gestão despesista e irresponsável de uma empresa pública que, até hoje, ainda não conseguiu “pegar” nas faturas dos agricultores e, com humildade, corrigir as declarações disparatadas de Miguel Albuquerque quando o mesmo afirmou que “a banana da Madeira era a mais bem paga da Europa”.
Neste sentido, contamos com a colaboração e a abertura da GESBA em ceder a documentação solicitada, de forma a evitarmos, uma vez mais, o caminho das instâncias judiciais, e para que não tenham de ser os tribunais a obrigar novamente à cedência de documentação administrativa. Algo que não fica bem à democracia nem à tão necessária transparência de quem gere o dinheiro de todos os contribuintes.



