Na iniciativa política desta manhã, na Assembleia Legislativa da Madeira, o JPP informou que será discutido, já na próxima semana, o diploma com vista à criação de mecanismos que levem ao aumento do valor pago, por quilo de cana-de-açúcar, aos produtores.
Rafael Nunes destacou a importância de viabilizar esta proposta do JPP visto o “aumento exponencial dos custos de produção” como sejam “o adubo, os combustíveis e, os próprios produtos resultantes da cana”, reforçando que “o que não aumenta é o pagamento por quilo de cana”.
O Vice-presidente do grupo parlamentar lembrou a “pressão que o JPP tem feito no sentido de aumentar o rendimento do produtor de cana sacarina” o que já resultou numa “cedência que, no nosso entender, é residual. Falamos de um aumento previsto de apenas 2 cêntimos, mas que só será pago no próximo ano”, destacou.
“Um Governo Regional que gasta milhões de euros em campos de golfe, milhões de euros em projetos falidos que não trazem qualquer tipo de retorno para a Região, que gasta milhões de euros no museu da banana e em tantos outros disparates, certamente terá como apoiar com um valor direto ao produtor de cana que, como sabemos, é a matéria prima de diversos produtos que são ex-libris da Região e falamos, por exemplo, da aguardente do bolo de mel e das broas de mel”, salientou.
Para o JPP, é urgente que seja aprovado este apoio direto ao produtor de cana-de-açúcar “e se a maioria parlamentar PSD/CDS assim o permitir, serão cerca de 1300 produtores de cana sacarina, cujo rendimento pode ser aumentado em até 20%, num aumento de 6 cêntimos por cada quilo de cana de açúcar entregue nos engenhos”, referiu.
“Neste momento, recorde-se, a cana-de-açúcar está a ser vendida pelo valor total de 30 cêntimos, dos quais 17 cêntimos são pagos por fundos comunitários e 13 cêntimos são pagos pelos industriais”.
Rafael Nunes reforçou a importância da produção de cana-de-açúcar “que, neste momento, supera as 10 mil toneladas por ano sendo por isso mais do que justo que o Governo Regional aumente o valor pago ao produtor em 6 cêntimos por quilo”.
“Apenas com um verdadeiro investimento será valorizado este produto, a agricultura, o trabalho dos nossos agricultores e a economia regional agrícola”, concluiu.



