O JPP tem recebido vários pedidos de ajuda de pais e estudantes universitários que, tal como foi solicitado pelas nossas Autoridades de Saúde, não se precipitaram em regressar de imediato para a Região, tendo permanecido no Continente, calmamente, a cumprir as várias medidas de proteção impostas.

Contudo, aproximando-se a Páscoa, período de interrupção letiva e académica, a maioria destes mesmos estudantes já tinham viagem marcada e devidamente paga, mas agora, vêem-se impedidos de realizar a viagem pois precisam de uma autorização especifica que, pelas informações trazidas a público, apenas é passada com finalidade sanitária, ou seja, para tratamentos ou consultas de acompanhamento em serviços de saúde do Continente.

Há testemunhos de estudantes que tinham a viagem marcada para ontem, dia 24 de março, quando ainda não era obrigatório a apresentação da respetiva autorização, no entanto, a viagem foi adiada pela companhia aérea para amanhã, dia 26, já sendo obrigatória a apresentação do respetivo documento. Vários são os estudantes que tentam obter informações nos serviços de saúde regional, mas, até à data, sem sucesso.

Esta é uma situação que, no entender do JPP, tem de ser devidamente esclarecida pela Secretaria Regional de Saúde da Região, de forma a salvaguardar o regresso dos nossos estudantes, em segurança.

Se o nosso País está a proceder ao repatriamento de cidadãos portugueses deslocados pelo mundo, não faz sentido que o regresso dos nossos estudantes seja bloqueado por uma autorização ainda pouco clara.

Entende o JPP que o regresso dos nossos estudantes deverá ser feito de forma organizada, respeitando a quarentena obrigatória à chegada, e salvaguardando o bem-estar dos estudantes, das suas famílias e de toda a Região.

Paulo Alves

Deputado do JPP

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