JPP lança investigação sobre as bitcoins de Albuquerque

O anúncio, ontem, de Albuquerque da criação de um Centro de Negócios Bitcoin na Região pela Associação F.R.E.E. Madeira liderada por André Loja carece de oportunidade politica, sobretudo em dia em que muitos madeirenses choravam a perda de bens e de animais, se queixavam pela resposta tardia aos incêndios.

Não obstante essa situação, os gastos de Miguel Albuquerque a Amsterdão, que segundo a assessoria seria uma viagem de caráter privado, e depois passou a pública num ápice, deve ser cabalmente investigada e tirada a “pratos limpos”. Por isso, é muita estranha esta relação entre o Governo Regional da Madeira e a parceria associativa, recheada de algum secretismo e à margem dos reguladores.

É curioso observar que para atrair criptomoedas de impacte económico impreciso e até arriscado em território nacional, Albuquerque usa o dinheiro dos contribuintes para viagens de luxo, mas quando se trata, por exemplo, de insistir num lóbi para a ligação Ferry entre a Madeira e o Continente não se mete num avião, e vai a Canárias falar com o Presidente do Governo, que já aqui deixou o repto da necessidade das regiões estarem ligadas por ferry.

Recordamos que na viagem a Miami, para a Bitcoin 2022, Albuquerque gastou cerca de 26 mil euros em 4 noites em Miami, o equivalente a 37 ordenados mínimo regionais. Por isso, vamos laçar uma investigação apertada a estes gastos e sobre o negócio das bitcoins de Albuquerque.

O que nos parece crer é que Albuquerque anda cada vez mais desfasado da realidade. Anuncia que deseja para o Porto Santo preços altos para os hotéis, no mesmo dia em que extingue o parque de campismo; não sabe e não esclarece quanto custará um T1 ou um T2 a custos controlados; branqueia que o LIDL está a ter dificuldades de implementação no Funchal e, sabendo que a Calheta e o Porto Moniz ainda estavam a arder, declara mais um negócio de duvidosa transparência.

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