O Juntos pelo Povo (JPP) deu entrada de um “requerimento, com caráter de urgência, para que se debata o estado da Saúde, na Região, num momento particularmente agravado pelo tempo de pandemia, mas cujos problemas de base vão muito além da própria pandemia”, anunciou Paulo Alves, na conferência de imprensa desta manhã.

Em resposta, o Governo Regional anunciou que o debate mensal, na Assembleia Legislativa, será sobre “SARS-COV2 – COVID-19 – Situação Epidemiológica”, contudo, e embora estes dois debates sejam matérias próximas “não são a mesma coisa. Por isso continuaremos com o nosso pedido de debate de urgência”, referiu o deputado.

O JPP defende que deverá ser feito um “debate mais alargado sobre o setor da Saúde, que vá mais além das questões de pandemia e da situação epidemiológica”, destacou Paulo Alves.

“Sabemos que, quando o Governo vem à Assembleia e, nomeadamente, para debater assuntos da saúde, o objetivo é a apresentação das suas medidas, das suas propostas, fugindo às questões que são colocadas pelos próprios deputados. Isto tem sido hábito e pensamos que não irá fugir disto”, salientou.

“Se é para vir à Assembleia para apresentar as medidas que o Governo Regional está a implementar, essas medidas estão na Resolução que o Governo criou e, para isso, não é necessário vir à ALRAM. Queremos um debate mais alargado, um debate sobre questões de saúde, um debate com respostas objetivas e concretas sobre dados reais sobre a saúde, neste momento”, referenciou Paulo Alves.

O deputado frisou a inexistência de dados concretos, nomeadamente, “sobre o número de cirurgias que foram adiadas ou canceladas, o número de exames, e essa é uma informação importante até para que os próprios utentes possam orientar o seu futuro. Não esqueçamos que somos a única Região do País onde não estão definidos períodos temporais para a realização de vários procedimentos”.

Paulo Alves destacou, também, questões profissionais, nomeadamente, “em relação aos enfermeiros. Como é que está a situação do descongelamento da carreira dos enfermeiros, que já vem sendo prometida há mais de 1 ano com a penalização direta de mais de 150 enfermeiros?”, questionou

“Isto não basta elogiar o trabalho dos profissionais é fundamental, também, lhes dar incentivos e valorizar o seu trabalho”, concluiu o deputado.

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