JPP garante subida para 150 euros no complemento de reforma dos idosos

O cabeça de lista do Juntos Pelo Povo (JPP) salientou este domingo a sua determinação em “tratar com dignidade” a população idosa, tendo assumido que caso a população venha a confiar responsabilidades governativas ao seu partido o complemento de reforma para os idosos irá subir para os 150 euros.

Élvio Sousa liderou a comitiva do partido que este domingo contatou a população de Santo António para explicar as grandes medidas prioritárias de um governo JPP, nomeadamente o plano para a construção urgente de 500 habitações para jovens, classe média e os que são despejados das suas casas; refundar o Serviço Regional de Saúde para assegurar medicamentos a tempo e horas e esperar o mínimo por consultas, exames e cirurgias; valorização dos salários e redução do custo de vida com a regulação do preço do gás, descida do preço das mercadorias e trazer de volta a linha ferry de passageiros e mercadorias para baixar preços.

O candidato a líder do governo fez referência aos dez compromissos para concretizar por um executivo JPP, e de entre eles destacou as políticas para os idosos, em particular a necessidade de haver camas para resolver as altas problemáticas, a construção de lares e a melhoria dos rendimentos. “Vamos aumentar o complemento de reforma em 150 euros, o que dará mais 500 euros por ano”, afirmou.

A medida irá abranger cerca de 2600 beneficiários do complemento de reforma e atinge 1,3 milhões de euros. O dinheiro para esta e outras medidas consta de um estudo sobre o impacto financeiro de cada uma das propostas apresentadas.

Depois de referir que o PSD “é única e exclusivamente” o adversário do JPP, Élvio Sousa aludiu ao programa de governo do seu partido como “um programa alternativo ao do PSD”. Lembrou que nele consta a redução de encargos na ordem dos quase 60 milhões de euros, por via da redução do número de secretarias, fusão de direções regionais e redução efetiva da despesa pública.

“Atenção, isto não implica sanear ou perseguir funcionários públicos como de forma irresponsável alguns fanáticos do PSD consideraram e continuam a difundir essa mensagem”, alertou o candidato. “Portanto, vamos pegar nesses 60 milhões de euros para devolver rendimentos às famílias e às empresas, havendo ainda neste pacote 10 milhões de euros para resolver as altas problemáticas e a rede de cuidados continuados, disponibilizando mais 200 camas por ano para solucionar este problema.”

O líder do JPP explicou que a rede de cuidados continuados surgirá da adaptação de escolas e edifícios públicos que se encontram desativados.

“Quero chamar a atenção de que nada disto é subsidiodependência”, destacou. “Isto é justiça social porque nós também queremos apoiar o tecido empresarial e valorizar os salários para que não tenhamos a classe média a cair para o regime da pobreza.”

O secretário-geral do JPP disse que governar é tomar decisões e resolver o que é prioritário, tendo avançado com um exemplo. “Só a nomeação de 77 técnicos especialistas feita por Miguel Albuquerque, tem um custo anual de 3,3 milhões de euros, valor que daria para aumentar para o dobro o complemento de reforma dos idosos”, referiu.

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