Nas últimas 24 horas, milhares de portugueses puderam finalmente sair do sufoco e aspiram agora poder voltar com as suas vidas à normalidade, com o anúncio da melhoria do estado do tempo, depois de duas semanas de catástrofe, morte, destruição e sofrimento que deixou todo o país em profunda consternação.
O deputado do Juntos Pelo Povo (JPP) na Assembleia da República exprime votos de condolência aos familiares das vítimas mortais e manifesta a sua “mais profunda solidariedade” para com “todas as pessoas, empresas, terras, aldeias, vilas e cidades fortemente fustigadas pelo rio de tempestades” que há duas semanas assola, sem dar tréguas, grande parte do território nacional, causando morte, destruição de habitações, de empresas, estradas, terrenos agrícolas, corte na rede de eletricidade, água e comunicações.
Filipe Sousa sublinha: “Embora sinta que Portugal continua a chorar pelas famílias os seus entes queridos e que viram as suas casas invadidas pela força bruta da água; a chorar pelos comerciantes que, em poucas horas, perderam o trabalho de uma vida inteira; a chorar pelos agricultores que olham para a terra devastada e sentem o peso da incerteza e a chorar por todos, absolutamente todos os que foram atingidos pelas recentes tempestades que assolaram o nosso País, entendo que este é o momento certo para deixar uma palavra de profunda solidariedade, respeito e compromisso. Mas não basta lamentar. Não basta visitar o terreno, tirar fotografias e prometer apoios que chegam tarde e quando chegam.”
O deputado do JPP eleito pela Madeira diz que a tempestade pôs a nu as “enormes debilidades” estruturais do país: “A verdade, nua e crua, é que Portugal continua exposto às mesmas fragilidades de sempre. Ano após ano, repetem-se os discursos, repetem-se as desculpas, repetem-se as promessas. E repetem-se, tragicamente, os prejuízos e o sofrimento de quem menos pode.”
O parlamentar acrescenta que entre falhas evidentes, falta de planeamento, resiliência e, sobretudo, falta de humanismo por parte de diferentes governantes ao longo do tempo, permanece uma realidade inquietante: “O Estado reage, mas não previne; compensa parcialmente, mas não protege verdadeiramente; lamenta, mas não estrutura.”
Filipe Sousa refere que o Governo Central “deve encarar com naturalidade e com muita responsabilidade” a criação de um verdadeiro fundo nacional de catástrofes ou calamidades: “Um instrumento permanente, robusto e transparente, que permita acudir de forma célere e justa a todos os que sofrem prejuízos. Um fundo que não dependa da pressão mediática do momento, nem da boa vontade circunstancial de quem governa, mas que seja um compromisso estrutural com os portugueses.”
Já esta semana, o deputado do JPP irá colocar o tema na agenda política e dará entrada na Assembleia da República de uma Proposta de Resolução para a Criação do Fundo Nacional de Luta Contra as Catástrofes Naturais.
O deputado avisa: “Não podemos continuar a viver ao sabor do improviso, muito menos aceitar que cada tempestade seja tratada como uma surpresa absoluta, quando sabemos que os fenómenos extremos são cada vez mais frequentespodemos permitir que as vítimas sejam empurradas para labirintos burocráticos enquanto tentam reconstruir as suas vidas.”
Filipe Sousa fianaliza: “Este é o momento de transformar a dor em decisão política. De transformar a solidariedade em ação concreta. De transformar a indignação em responsabilidade governativa. Porque quando a natureza é implacável, o Estado não pode ser indiferente. E nós não desistiremos de exigir soluções à altura da dignidade do nosso povo.”



