O Juntos Pelo Povo (JPP) pediu esta sexta-feira ao próximo governo regional PSD/CDS que “cumpra as promessas que fez, governe com responsabilidade e estabilidade” porque da parte do agora líder da oposição fica o compromisso de “uma oposição responsável”, mas, advertiu, “vamos vigiar, com unhas e dentes, o PSD, não vamos deixá-lo à solta”, enfatizou o secretário-geral do JPP, Élvio Sousa, à saída da audiência com o Representante da República, no Palácio de São Lourenço, no âmbito da auscultação prévia dos partidos antes de ser indicado o próximo elenco governativo regional saído das eleições regionais antecipadas de 23 de março.
Quatro dias depois do sufrágio, com os resultados eleitorais lidos e analisados, o líder do JPP disse que a decisão da população foi clara: “Os madeirenses e porto-santenses escolheram o PSD para governar e o JPP para vigiar, fiscalizar, com a responsabilidade que tem agora de maior partido da oposição, fazendo uma oposição séria e construtiva, resolver os problemas e adubar, fortalecer, o projeto cívico que é o JPP”, realçou.
Élvio Sousa deu já sinais da “oposição construtiva” ao insistir no realismo e capacidade de execução das propostas eleitorais do JPP, nomeadamente a construção de 500 habitações no primeiro ano de mandato, o regresso da linha ferry em 2026, através da diplomacia comercial, indicando a Miguel Albuquerque que “basta haver vontade” em sentar-se à mesa com os governos insulares, a redução do custo de vida, por vida da regulação do preço do gás e outros produtos energéticos, compaginado com a descida de um ponto percentual/ano do IVA.
Na mesma senda, acrescentou: “As propostas que mencionei seriam executadas no primeiro ano, e eu desejaria que Miguel Albuquerque também tivesse prazos para cumprir o que prometeu, nomeadamente os ‘1200 euros de salário mínimo’, a ‘construção de 1003 camas para lares’, a ‘subida para 1440 euros’ do complemento de reforma para os idosos e o ‘subsídio de insularidade para todos’”, enumerou.
O secretário-geral do JPP lembrou que apresentou um programa eleitoral que se encontra no site do partido com acesso franqueado à população, um programa de governo, um compromisso escrito, ao contrário do que acontece com o PSD e CDS: “Não conheço nem existe nos sites desses partidos qualquer programa eleitoral ou de governo”, afirmou.
Com as regionais resolvidas, Élvio Sousa explicou aos jornalistas que o partido prepara as duas próximas frentes eleitorais: as legislativas nacionais de 18 de maio, com a ambição legítima de expansão do JPP ao território nacional e a eleição de uma representação do partido, com berço na Madeira, uma voz da Autonomia, na Assembleia da República, e as autárquicas, em setembro/outubro, estando o partido a calendarizar já visitas mensais a todos os concelhos integrando deputados e dirigentes para ouvir os problemas e construir alternativas.



