JPP aponta “incompetência” e quer ouvir com urgência Albuquerque e Pedro Ramos

O Grupo Parlamentar do Juntos Pelo Povo (JPP) chama à Assembleia Legislativa da Madeira (ALM), com caráter de urgência, o presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, e Pedro Ramos, secretário regional da Saúde e Proteção Civil.

A decisão foi tomada na manhã deste domingo pelo secretário-geral do JPP, Élvio Sousa, no decurso da visita que fez à Serra de Água e outras zonas afetadas pelo grande incêndio que tem fustigado as serras da Ribeira Brava e Câmara de Lobos, desde a manhã de quarta-feira.

O dirigente e líder parlamentar entende que Miguel Albuquerque e Pedro Ramos têm responsabilidades na coordenação e gestão política de toda esta situação, que se arrasta desde há cinco dias.

Élvio Sousa acusa Miguel Albuquerque de “precipitação” ao recusar o auxílio disponibilizado pelo Governo da República, na passada sexta-feira. “Revelou uma enorme falta de humildade, uma arrogância sem sentido”, refere, para enfatizar com a sabedoria popular que diz que “mais depressa se apanha um mentiroso do que um cambado”.

O líder do JPP aponta aos equívocos do presidente do Governo: “É preciso ter um palmo de cara e ter cuidado porque o que está a fazer é julgar que os madeirenses são todos uns tolos”, sublinha, para lembrar o que está escrito em toda a comunicação social: “Albuquerque disse que não precisava de ajuda porque a Região tinha meios suficientes, e o país inteiro não tem falado de outra coisa senão da sua precipitada recusa, houve leviandade e incompetência, e isso aumentou os riscos para as populações, as habitações e outros bens, e a destruição do nosso património natural”.

Élvio Sousa coloca o secretário regional da Saúde e Proteção Civil, Pedro Ramos, no mesmo nível. “Foi outro momento de enorme infelicidade”, afirma o líder do JPP. “Duas horas depois de ter afirmado, com alguma arrogância, que não era preciso ajuda do continente, que apenas 10% dos meios estavam a ser utilizados no combate às chamas, já dizia o contrário, que afinal tinha sido acionado o pedido de ajuda e que os meios vinham a caminho. Esta gente não se vê ao espelho”.

Com as populações a viverem momentos de grande aflição e sobressalto, o dirigente partidário diz que “os madeirenses não precisavam de juntar à tragédia natural o desnorte e a incompetência revelados por Miguel Albuquerque e Pedro Ramos, e portanto há que exigir responsabilidades”.

Élvio Sousa afirma que Albuquerque e Pedro Ramos têm de ser chamados de urgência ao Parlamento, local próprio para fiscalizar a atuação do Governo, e serem confrontados com “a enorme trapalhada visível por todos os madeirenses e no país inteiro”.

A ALM encontra-se encerrada para férias, mas neste período de tempo tem a funcionar a Comissão Permanente, que mantém poderes para “apreciar e acompanhar a atividade do Governo” e “promover a convocação da Assembleia, sempre que tal seja necessário”. O JPP entende que a situação grave provocada pelos incêndios e os erros na gestão política justificam a audição urgente a Miguel Albuquerque e Pedro Ramos.

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