A candidata do Juntos Pelo Povo (JPP) à presidência da Câmara Municipal do Funchal acusou este domingo de “despesista” a atual gestão autárquica PSD/CDS. Fátima Aveiro diz que a análise à situação financeira do município revela “um aumento de 65% na receita proveniente dos impostos diretos”, quando se compara o período de 2022 a 2025, mas, refere, “60% desse aumento foi sugado na aquisição de bens e serviços”.
A candidata independente cabeça-de-lista do JPP acrescenta que “a dívida da Câmara em 2025 é na ordem dos 30 milhões de euros, praticamente o mesmo valor de 2022, e como os números não mentem, a conclusão que há a retirar é a de que estamos na presença de uma gestão PSD/CDS despesista, que apesar do aumento substancial da receita não apresenta um abatimento efetivo da dívida, nem investiu essa receita na melhoria da qualidade de vida das populações”.
De acordo com Fátima Aveiro, só a cobrança de IMT “mais do que duplicou” entre 2022 e 2025. Da mesma forma, ao nível de taxas e multas, a arrecadação de receita “praticamente duplicou” com a implementação da taxa turística.
“Temos contactado com as populações nos últimos quatro meses, percorremos as freguesias, e é visível que a limpeza do município perdeu qualidade”, nota a candidata. “Há um aumento da receita, mas não há melhor limpeza urbana, as pessoas nas freguesias queixam-se da falta de limpeza, os bairros sociais precisam de melhoramentos, muitas estradas do município estão em péssimo estado, o espaço público está pior e mais inseguro, é lamentável, mas é o retrato da realidade.”
Fátima Aveiro destaca “o padrão” semelhante do PSD/CDS na autarquia e no governo. “É uma constatação que ressalta dos números e da realidade, que é o facto desta Câmara arrecadar bons volumes de receita, mas não investe na melhoria da qualidade de vida da população do Funchal, por outro lado, temos o Governo Regional a encher os cofres com recordes de receita, mas existem 72 mil pessoas em risco de pobreza e 62,8 mil vivem com 591€ mensais, este é o padrão-marca do PSD/CDS, é um ciclo que o JPP quer interromper.”
Fátima Aveiro promete outra postura se a população lhe der confiança a 12 de outubro. Diz que “em vez de fazer como o PSD/CDS que estoira a receita na compra de bens e serviços”, a sua candidatura tem projetos para onde aplicar esse dinheiro em benefício das populações.
Desde logo, explica, cuidar da limpeza e do espaço público, reforçar o apoio ao arrendamento para os jovens e as famílias, apoiar pequenas cirurgias e consultas de especialidade, desenvolver um plano de pequenas obras em todas as freguesias. “O Orçamento é um instrumento para beneficiar os funchalenses e não ao serviço de clientelas partidárias e interesses de grupo”, refere.



