A Praia do Vigário voltou a ser interdita à prática balnear, pela Autoridade de Saúde Regional, após nova contaminação da água. O episódio confirma que não se trata de um caso isolado, mas de um problema estrutural que o JPP tem vindo a denunciar. “Não podemos continuar a assistir a interdições sucessivas sem que sejam identificadas, de forma clara, as causas deste problema e apresentadas soluções concretas”, afirma o membro do JPP na Assembleia de Freguesia de Câmara de Lobos, Nuno Freitas.
O JPP já tinha solicitado, na Assembleia Legislativa da Madeira, uma audição às entidades responsáveis – Câmara Municipal de Câmara de Lobos, ARM, Direção Regional do Ambiente e Mar e Autoridade de Saúde Regional – para apurar as causas da poluição da água na Ribeira do Vigário. “O PSD teve a oportunidade de permitir que estas entidades fossem ouvidas no Parlamento e optou por votar contra. Agora, perante uma nova interdição, a necessidade destas respostas é ainda mais evidente”, sublinha Nuno Freitas.
Em julho, foi encerrada uma exploração ilegal de suínos que descarregava indevidamente para um afluente da Ribeira do Vigário. Para o JPP, este achado levanta a questão de saber se existem outros focos de poluição por identificar. “É fundamental perceber se existem outros focos e garantir que toda a bacia da Ribeira do Vigário é devidamente fiscalizada”, considera Nuno Freitas.
O partido propõe uma articulação efetiva entre Governo Regional, Câmara Municipal de Câmara de Lobos e os organismos da saúde, ambiente e saneamento. “Não é aceitável que cada entidade olhe apenas para a sua área de responsabilidade. É preciso sentar todas à mesma mesa, cruzar informação e definir medidas que evitem as constantes interdições a que temos assistido”, defende o autarca.
“A Praia do Vigário não pode ser apenas lembrada quando é interdita: tem de haver um trabalho permanente de prevenção, fiscalização e acompanhamento da qualidade da água”, afirma, questionando ainda o Presidente Celso Bettencourt “quando virá, com a sua equipa de promoção que custa mais de 10 mil euros por mês aos bolsos dos câmara-lobenses, fazer um vídeo a explicar aquilo que se passa na praia que é tão emblemática para Câmara de Lobos?”.
Lembre-se que o JPP já deu entrada de dois pedidos de audições parlamentares na Assembleia Legislativa da Madeira, de modo a ouvir as entidades competentes, mas ambas foram rejeitadas pela maioria PSD/CDS.




