“O JPP torna a mostrar aos madeirenses a verdade através da documentação, e desta feita hoje é a vez de mostrar a relação dos recibos da utilização das infraestruturas do porto do Caniçal, que esteve há mais de 30 anos sem cobrar um tostão”, referiu Élvio Sousa, na iniciativa desta manhã, em Santa Cruz.
Segundo o cabeça de lista do JPP, “a interpretação dos documentos desmente categoricamente a versão oficial do governo de Albuquerque”.
“Ora depois de revelarmos que iríamos requerer as faturas, a 12 agosto, o Governo Regional, através do Diário, veio revelar havia cobrado à OPM 85 mil euros relativamente às operações no Caniçal. Mas, na verdade, o que as faturas oficias mostram é que a OPM do Grupo Sousa pagou, em cinco meses ao Governo, apenas 30 557,04 (trinta mil quinhentos e cinquenta e sete mil euros)”, valor muito inferior ao referido pelo executivo.
“Isto tem de ser posto em pratos limpos, pois ao que podemos observar pelas faturas é esta situação: em cinco meses a OPM do Grupo Sousa não terá alegadamente pago ao Governo, o que devia ter pago num único mês. Considerando uma renda anual de 470 mil euros, o Governo só recebeu 30 mil euros em cinco meses, quando num único mês deveria receber 39 mil euros”, destacou o líder do JPP.
Para Élvio Sousa “tona-se claro que isto tem de ser devidamente esclarecido, pois o segundo os “papelinhos” que Albuquerque teme em fornecer, o Governo só recebeu apenas 30 mil euros, quando deveria ter recebido 107 mil euros de março até agosto”.
“A bem da verdade, e da transparência o JPP colocará a relação dos recibos hoje, a partir das 21 horas no site da transparência (https://juntospelopovo.pt/processo-portos/), ficando ainda por apurar o pagamento de uma taxa por emissão ou renovação da licença da atividade de empresa de estiva no montante global de 10 mil euros”, concluiu Élvio Sousa.



