O Grupo Parlamentar do Juntos Pelo Povo (JPP) visitou na tarde deste domingo a Feira Regional da Cana-de-Açúcar, na freguesia dos Canhas, Ponta do Sol. Depois de ter contactado com os produtores, o secretário-geral do partido classificou de “esmola” os dois cêntimos/Kg de aumento anunciado pelo Governo Regional PSD/CDS para esta nova temporada do produto.
“Neste dia, é razão para lembrar a esmola do aumento do preço da cana-de-açucar, mais 2 cêntimos que no ano passado (0,62€), uma miséria, que não dá nem para fazer face ao aumento do preço da mão-de-obra, muito menos dos elevados custos de produção, como adubos, fertilizantes e água de rega”, afirmou o líder do maior partido da oposição à comunicação social.
Élvio Sousa somou aos aumentos referidos, outros custos que, entretanto, surgiram, em particular no último mês, em consequência do conflito EUA-Israel- Irão. “Agora, os produtores também têm de suportar o aumento do preço dos combustíveis, porque temos um Governo Regional PSD/CDS a arrecadar cada vez mais receita fiscal, mas não implementa uma única medida concreta para baixar os impostos, assistimos a esta infeliz realidade: o preço da cana-de-açúcar sobe cêntimos, mas o gasóleo aumenta 13 cêntimos”, contextualiza.
O líder da oposição encontra no desempenho da economia regional margem financeira para aliviar as dificuldades dos agricultores, mas descreve “um Governo Regional anestesiado com os recordes na receita e na economia, a padecer de uma profunda amnésia em relação às dificuldades do dia-a-dia das pessoas, dos jovens, das famílias, das pequenas empresas e pequenos produtores”.
“É urgente repensar o preço da cana”, declara. “O Governo e todo o setor tem de evitar a ameaça do abandono dos terrenos e a desistência da agricultura, quando o produto final, o rum e a aguardente, têm vindo a subir de preço”.
Élvio Sousa acrescenta que por muito que custe ao PSD e CDS aceitar a realidade, as pessoas reconhecem “o JPP como o partido autonomista e da Madeira, a voz dos agricultores da Região”, porque na sua ação política tem defendido, com medidas e soluções, a cultura do vinho, da banana, da semilha e da cana-de-açúcar.
“É graças às propostas e às soluções apresentadas pelo JPP, e sustentadas pelas reivindicações dos agricultores, que a cana-de-açúcar tem vindo a ser valorizada, pese embora ainda sustentado por uma política de escravatura que não valoriza o trabalho do produtor”, realça.
“Todos sabem que o Governo PSD/CDS tem vindo a reboque das propostas do JPP, e os próprios agricultores e pastores sabem disso, no que respeita ao preço da banana, da uva negra-mole e agora recentemente do regresso controlado do gado à serra, que o PSD já faz de conta que o pratica e que o promove”.



