Famílias cada vez mais desesperadas com os preços da habitação

O JPP esteve hoje na Assembleia, para denunciar “um dos casos que aflige milhares de famílias madeirenses e porto-santenses: o problema da habitação”, referiu Lina Pereira, deputada recém-eleita no passado dia 24 de setembro.

Segundo a porta-voz do JPP, “as listas de espera já são um fenómeno transversal a vários setores desta Governação PSD/CDS o que, no caso da habitação está a tornar-se dramático pela falta de resposta às famílias”.

“A Carla é um desses casos dramáticos: a aguardar resposta da IHM desde 2017, com uma filha de 3 anos e com o companheiro no setor da construção civil como sustento da família, só encontra casas com um valor que supera, em muito, um ordenado mínimo. Como é possível uma família conseguir pagar uma renda a rondar os 1000 euros e, além disso, ter de pagar água, luz, supermercado, , entre outras despesas?” Indagou.

Lina Pereira reforçou que o Governo Regional tem o dever de “implementar uma política pública habitacional que encontre as soluções mais adequadas às necessidades das famílias madeirenses e porto-santenses, o que na Região é feito através da IHM – Investimentos Habitacionais da Madeira, mas que não está a ser cumprido”.

“Quantas “Carlas” temos pela Região? Quantas famílias não encontram um espaço digno para viver e, quando há, deparam-se com preços astronómicos que colocam qualquer família de classe média numa situação dramática?”, lamentou.

Lina Pereira falou das candidaturas a apoios que a IHM tem, “mas que não respondem, de todo, à realidade atual do mercado. Por exemplo, o apoio do Governo para o arrendamento pode ir até aos 200 euros para uma renda que não pode ser superior a 500 euros (famílias com 3 pessoas): mas neste momento, onde é que se encontra uma casa num valor até 500 euros?”, questionou.

“Temos cada vez mais “Carlas” pela Madeira e Porto Santo pois este fenómeno não se concentra apenas no Funchal, embora seja mais crítico neste Município”, reforçou. “E a esta situação temos outra, que tarda em ser resolvida: transportes públicos em toda a Região que permita às famílias poderem usufruir de uma mobilidade mais barata e até, conseguir conciliar a vida familiar com a vida laboral”, referiu.

“É urgente que as verdadeiras necessidades das famílias sejam atendidas e que o direito à Habitação, direito constitucional, seja salvaguardado”, concluiu.

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