Élvio Sousa convida à participação nas jornadas sobre o “FERRY e Continuidade Territorial”

O líder do Juntos pelo Povo (JPP), Élvio Sousa, convida à participação nas jornadas sobre o “FERRY e Continuidade Territorial”, que terão lugar no próximo dia 9 de setembro, quarta-feira, às 9h00, no IDEIA, no Funchal, junto ao edifício da Assembleia Legislativa Regional.

O deputado e secretário-geral do JPP explica que a iniciativa é organizada pela coordenadora do Gabinete de Estudos e Estratégia, Isabel Santos, que assumirá igualmente funções de coordenação política, e terá como um dos principais objetivos a análise do estudo económico-financeiro relativo a uma ligação regular de ferry entre a Madeira e o continente.

Nas declarações proferidas esta manhã, Élvio Sousa começou por recorrer a Fernando Pessoa para enquadrar a iniciativa:

“Fernando Pessoa, versou através de um dos seus heterónimos (Alberto Caeiro) que “pensar incomoda como andar à chuva!” E se pensar incomoda, trabalhar e catalisar iniciativas incomoda muito mais!”

O líder do JPP deixou depois o convite para a participação nas jornadas:

“Endereço, hoje, o convite a todos vós para participar nas nossas próximas jornadas sobre o “FERRY e Continuidade Territorial” organizadas pela nossa coordenadora do Gabinete de Estudos e Estratégia, Isabel Santos, um dos quadros do partido que assumirá, igualmente, funções de coordenação política.
As jornadas terão lugar dia 9 de setembro, quarta-feira, às 9:00h, no Funchal, Centro IDEIA, junto ao edifício da Assembleia Legislativa Regional.”

Segundo o parlamentar, as jornadas terão como ponto central a análise do estudo divulgado pelo JPP:

“Assentarão, entre outros objetivos, na análise do “Estudo Económico-Financeiro de uma Linha Regular de Transporte de Passageiros e Carga Rodada de Navio Ferry entre a Região Autónoma da Madeira e o Continente, FERRY” divulgado, em primeira mão, pelo JPP, e que causou estranhamente alguma perplexidade no seio dos socialistas locais (caso de Maximiano Martins e de Victor Freitas).”

Élvio Sousa aproveitou ainda para responder às críticas e dúvidas suscitadas em torno da obtenção do estudo, sublinhando a metodologia de trabalho do JPP:

“Aproveito para esclarecer aos ditos, que tudo aquilo que nos é deparado em mãos, é fruto de trabalho, metodologia, mérito e obra. Não foi uma dádiva dos “céus”! Deveriam melhor estudar e conhecer a nossa metodologia de trabalho, pois se o Victor e o Maximiano nunca tiveram coragem de fiscalizar e solicitar, por via de intimação judicial o Governo da República, perderam a noção de democracia pluralista e de exercício de direitos constitucionais, nomeadamente o da livre informação.”

O deputado considera que o estudo demonstra a vontade dos madeirenses em dispor de uma ligação marítima regular por ferry:

“O Estudo do Ferry deixa bem claro que os madeirenses desejam uma ligação FERY, como um instrumento de coesão territorial, de redução de assimetrias, reforço do sistema de transportes e diversificação modal.”

Na análise que faz ao documento, o secretário-geral do JPP identifica, contudo, uma das que considera ser as suas principais fragilidades: o peso atribuído ao transporte de mercadorias.

“Uma das maiores lacunas do estudo é não reconhecer o transporte de mercadorias como o principal objetivo do serviço, fazendo enaltecer a falta de viabilidade da operação.  O negócio deve ser a carga complementado com os passageiros. A limitação a 40 unidades de carga/camiões por viagem é uma das graves fragilidades do estudo, um aspeto crucial, e que não foi abordado na imprensa.”

O líder do maior partido da oposição recorda ainda uma deslocação às Canárias, em 2021, onde, afirma, teve contacto com operadores e com as contas da operação da ARMAS:

“Quando estive em Canárias, em 2021, e reuni com os armadores e vi as contas da operação do ARMAS, testemunhei que aquela narrativa ensaiada por parte dos grupos e dos seus órgãos de propaganda, de que a operação não é rentável, é mais uma mentira orquestrada para ser transformada em verdade.”

O Élvio Sousa endurece as críticas, afirmando:

“Deveriam ter vergonha em tentar enganar os madeirenses!”

Na mesma intervenção, o parlamentar concorda com as críticas de Miguel de Sousa ao estudo:

“E tem razão Miguel de Sousa em ter considerado esse estudo uma “patetice”, com as conclusões já definidas à partida, nomeadamente pelo ministro dos grandes interesses Pinto de Luz.”

Élvio Sousa cita ainda declarações atribuídas a Miguel de Sousa sobre a ausência de consulta a operadores internacionais e sobre a anterior operação de ferry:

“E foi mais longe, e com verdade, Miguel de Sousa ao afirmar que “Não ouviram os operadores internacionais. Falei com o Armas e sei bem como se viabiliza o negócio. E como a Conceição Estudante viciou a operação por ordem do AJJ”.”

O deputado recorre depois à expressão utilizada pelo antigo governante para caracterizar a forma como, na sua perspetiva, determinados interesses têm funcionado nas regiões insulares:

“A “máfia, no bom sentido”, nas palavras do anterior governante, sempre operou me nas ilhas e nos arquipélagos!”

A fechar, o líder do JPP deixa uma garantia política para o futuro, caso o partido venha a assumir o Governo Regional:

“Uma coisa é certa, quando formos governo, vamos ter FERRY o ano inteiro, quer Lisboa goste, quer não.”

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