O Grupo Parlamentar do Juntos Pelo Povo (JPP), apresenta amanhã, na Assembleia Legislativa Regional (ALRAM), um Voto de Protesto contra “As declarações profundamente anti-autonomistas do candidato presidencial Almirante Gouveia e Melo”.
O Almirante e candidato à Presidência da República deslocou-se à Região no último fim-de-semana e à saída de uma das empresas do Grupo Sousa declarou-se contra a linha marítima por ferry, reclamada pelos madeirenses, argumentado com a distância geográfica e os custos.
O presidente do Grupo Parlamentar e líder do JPP diz que “não há coincidências” e lamenta que o Almirante “tenha violado o princípio constitucional da coesão territorial e combate às desigualdades sociais e económicas, o que para um aspirante ao cargo de Presidente da República significa que já chumbou no exame prévio”.
“Esse senhor Almirante revelou-se um verdadeiro anti-autonomista, e dessa casta já temos gente a mais”, enfatiza Élvio Sousa. “Em vez de vir à Madeira apresentar soluções para os problemas da mobilidade aérea e marítima, como o regresso urgente da linha marítima e a revisão do subsídio de mobilidade para que os madeirenses não continuem a ser fiadores do Estado, veio cá dizer que não se justifica a linha marítima, importante para baixar o custo de vida, colocando-se ao lado, precisamente, do grupo económico que se opõe ao regresso do ferry para não ter que enfrentar concorrência, em especial na carga”.
O líder do JPP diz que Gouveia e Melo “ofendeu os madeirenses e porto-santenses”, revela “profundo desconhecimento das dificuldades dos povos insulares”, e considera “inaceitável que defenda a perpetuação do isolamento ao negar alternativas de mobilidade que comprometem o desenvolvimento económico e social da Região Autónoma da Madeira”.
Élvio Sousa deixa ainda duas notas. Uma, para lamentar que o Almirante tenha cometido uma segunda “afronta” ao defender a continuidade do cargo de Representante da República. Outra, para perguntar como é que “o autonomista Alberto João Jardim veio a público assumir o seu apoio a esta candidatura altamente anti-autonomia e personificação do mais puro centralismo”.



