O secretário-geral do Juntos pelo Povo (JPP), Élvio Sousa, anunciou que o partido voltará a reunir esta semana com o secretário-geral do PDE – Partido Democrático Europeu, Sando Gozi, também eurodeputado do Renew Europe, tendo entre os assuntos em agenda o reforço da estratégia para as regiões ultraperiféricas.
“Esta semana voltaremos a reunir com o secretário-geral do PDE- Partido Democrático Europeu, Sando Gozi e eurodeputado do Renew Europe. Na agenda, entre outros assuntos, o reforço para que a nova estratégia para as regiões ultraperiféricas seja acompanhada por recursos adequados e medidas concretas, nomeadamente nos transportes marítimos de passageiros e mercadorias, na habitação, agricultura, ambiente, energia e custo de vida”, afirmou Élvio Sousa.
Para o líder da oposição, é neste contexto que deve ser entendida a aproximação entre o JPP e o Partido Democrático Europeu. “É neste contexto que a aproximação e a aliança política do Juntos Pelo Povo com o Partido Democrático Europeu (PDE) assume uma importância estratégica e de futuro”, afirmou.
O secretário-geral do JPP considera que esta ligação europeia é determinante para a estratégia política do partido. “A aliança europeia é fundamental para o JPP reforçar o seu papel enquanto alternativa de Governo, consolidar aliados e redefinir os projetos ultraperiféricos”, sustentou.
“Sobretudo, garantir que as desigualdades e os problemas regionais sejam transformadas em causas essencialmente europeias”, acrescentou.
“Uma Madeira mais presente na Europa e uma Europa mais presente na Madeira”
Élvio Sousa destacou ainda o processo de chegada do representante do JPP à Assembleia da República e a forma como, segundo afirma, as questões da Região passaram a estar presentes no debate parlamentar nacional.
“Veja-se o processo de chegada do nosso deputado à Assembleia da República e a forma leve, livre e democrática com que colocou na agenda as questões regionais”, afirmou.
O secretário-geral do JPP deixou ainda uma referência aos que anteciparam consequências negativas da eleição do deputado do partido para o Parlamento nacional: “Quem vaticinou a negatividade da eleição, sem a mínima noção da realidade, já mordeu a língua.”
Para Élvio Sousa, a dimensão europeia da política regional é inseparável da defesa das populações insulares. “As ilhas não podem transformar-se num palco onde os seus habitantes sejam progressivamente excluídos”, afirmou.
E sintetizou a visão do JPP numa frase: “Queremos uma Madeira mais presente na Europa e uma Europa mais presente na Madeira.”
JPP defende reforço europeu nos transportes
Entre as áreas que Élvio Sousa considera prioritárias está o transporte marítimo de passageiros e mercadorias.
“A resposta europeia deve incluir uma intervenção mais forte no transporte marítimo de passageiros e mercadorias, baseada no princípio da continuidade territorial e nas possibilidades previstas pelo artigo 349.º do Tratado”, defendeu.
“A União Europeia já reconhece que as regiões ultraperiféricas enfrentam custos permanentes devido ao afastamento, à insularidade e à pequena dimensão dos seus mercados, permitindo a adoção de medidas específicas de apoio”, afirmou o deputado.
Neste sentido, acrescentou, “o JPP defende um reforço do apoio da União Europeia para colmatar os custos do transporte marítimo e aéreo de passageiros e mercadorias e permitir soluções e medidas concretas para corrigir a trajetória”.
“A Madeira e os Açores dão à Europa soberania e dimensão marítima”
Élvio Sousa sublinhou igualmente a importância estratégica dos arquipélagos da Madeira e dos Açores no contexto europeu. “Não esqueçamos que a Madeira e os Açores dão à Europa soberania e dimensão marítima inigualáveis”, afirmou.
Para o líder da segunda força política regional, as especificidades das regiões ultraperiféricas devem ter uma tradução concreta nas políticas europeias, nomeadamente na área dos transportes e da continuidade territorial.
“O Parlamento Europeu tem defendido que as especificidades das regiões ultraperiféricas sejam devidamente consideradas nas políticas de transportes e na garantia da continuidade territorial”, afirmou.
“Para a Madeira, esta não é uma questão acessória, mas uma condição essencial para a igualdade de oportunidades, a competitividade económica e a plena cidadania europeia”, concluiu Élvio Sousa.




