Élvio Sousa acusa PSD, PS e Chega de “traição” aos madeirenses no chumbo do Fundo de Garantia

O líder do Juntos Pelo Povo (JPP), Élvio Sousa, voltou este domingo a criticar duramente o comportamento dos deputados eleitos pela Madeira, acusando-os de “trair o povo que os elegeu” ao rejeitarem na Assembleia da República a proposta do JPP para criação de um Fundo de Garantia, mecanismo que permitiria acabar com os adiantamentos nas viagens aéreas entre o continente e as Regiões Autónomas.

“Não existem dúvidas que o JPP é cada vez mais um partido nacional, com forte empenho e implementação nas regiões. Com poucos meses de intervenção na Assembleia da República já fez mais do que outros em anos”, sublinhou Élvio Sousa na sua página pessoal de Facebook, recordando que foi o JPP quem colocou na agenda a “discriminação na mobilidade aérea e marítima criada por Eduardo Jesus e Miguel Albuquerque, num modelo que coloca os cidadãos a financiar as companhias aéreas e a adiantar os valores que são responsabilidade do Estado.”

O líder do JPP evocou ainda o filósofo romano Séneca: “Se um homem não sabe a que porto se dirige, nenhum vento lhe será favorável”. E acrescentou: “Assim foi o comportamento anti autonomista dos deputados eleitos pelo círculo da Madeira do PSD, PS e CHEGA esta semana na Assembleia da República. Rejeitaram o Fundo de Garantia, um mecanismo que permitiria acabar com os adiantamentos nas viagens aéreas entre o continente e as Regiões Autónomas. Acostaram, atabalhoadamente, no porto da capital e, uma vez pisadas as alcatifas do Palácio de São Bento, com o tradicional beija-mão de cócoras ao centralismo partidário alfacinha, traíram o povo que os elegeu”.

Élvio Sousa também não poupou críticas à deputada social-democrata Vânia Jesus, acusando-a de incoerência. “Talvez de consciência pesada e com os remorsos da irresponsabilidade política, Vânia Jesus adepta incondicional da candidatura de Saturnino Sousa em Santa Cruz, escreveu ontem no Diário sobre irresponsabilidade e populismo. Para a ode de “traidores”, à qual se junta Pedro Coelho e Paulo Neves, o comportamento deles é visto como uma atitude “responsável” e o trabalho do JPP como “populismo”. Vejam como a visão destes recém centralistas está completamente toldada pela cegueira partidária e pelo fanatismo. O POVO está a ver! Continuam abraçados a uma plataforma que iria ver a luz do dia em junho, e até à data continua na gaveta.”, afirmou.

Sobre a proposta chumbada, Élvio Sousa defendeu que o JPP apresentou uma “solução simples e justa para acabar com os adiantamentos nas passagens aéreas, eliminar barreiras económicas e sociais e promover a coesão territorial”. No entanto, lamentou que “os deputados e as deputadas do PSD, do PSD-Madeira, do CDS, do PS, do PS-Madeira, do CHEGA e do CHEGA-Madeira, do PCP, IL e Livre preferiram proteger o GOVERNO em vez de proteger os ilhéus.ger os ilhéus”.

“Deixaram os madeirenses e os açorianos continuarem a ser fiadores do Estado. Tudo se resume à falsidade com que praticam o seu mandato. Serão avaliados por mais uma traição”, concluiu o líder do JPP.

Veja a publicação de Élvio Sousa aqui: https://bit.ly/4pLCFlF

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