O JM de sexta-feira publicou que Bruno Freitas, antigo presidente do IASAÚDE e arguido do processo Ab initio, foi nomeado pela empresa publica ARM- Águas e Resíduos da Madeira para exercer o cargo de assessor.
Recordamos que Bruno Freitas foi proibido de exercer o cargo no IASAUDE pelo Juiz de instrução de um processo de suspeitas de criminalidade económica e financeira.
Esta ação atesta a falta de lisura e de vergonha e mostra como este Governo PSD, com o apoio do CDS, está cada vez mais podre e conspurcado.
É claro que a presunção da inocência deve ser realçada, é certo! Mas esta situação ultrapassa todas as regras éticas do exercício da Res publica.
A comparação é forte, e pode ser exagerada, mas só me vem a memória a analogia deste Governo estar a dar “guarida aos foragidos”.
O próprio presidente do Governo M. Albuquerque concorda que os seus secretários devem retirar a capa da imunidade política, mas ele próprio não segue esse exemplo, e refugia-se nesse estatuto. Tem medo de ser algemado?
A ARM, empresa pública utilizada como um braço armado da rede partidária da governança, transformou-se numa coutada do PSD e do CDS. E o povo anda a pagar aumentos de 6% na água, o dobro da inflação, para permitir estas mordomias, estes tachos e esta pouca-vergonha.
Este Governo está a apodrecer dia após dia. Os que são proibidos pela justiça de exercer cargos políticos são premiados com uma nomeação política.
Como apregoam os textos hebraicos toda a obra corruptível desaparecerá e o autor “morrerá” com a sua própria obra.



