Comunicado JPP (24.01.2024)

Confirmadas as detenções, nomeadamente do presidente da Câmara Municipal do Funchal, Pedro Calado, por graves suspeitas de corrupção, resta-me solicitar que os órgãos de investigação ajam em serenidade e em conformidade.

Ninguém é detido, de ânimo leve e por leves suspeitas.

Recordo que Pedro Calado tem sido um “menino de ouro” protegido por alguma comunicação social, que se virou contra o JPP que sempre forçou o princípio da transparência e da fiscalização. Falo, concretamente, do processo pouco transparente da ligação Ferry, do caso do LIDL ou mesmo da fortuna gasta por Miguel Albuquerque na mediática viagem à Venezuela, cujos procedimentos de contratação foram adjudicados à empresa Rameventos com suspeitas de oferta indevida de vantagem, prevaricação e corrupção ativa.

Em relação ao caso do teleférico do Curral das Freiras, o JPP sempre disse que aquele concurso cheirava a esturro, e que o erário publico sairá bastante lesado.

Miguel Albuquerque diz que não se demite, mas devia dar o exemplo ao país, suspendendo de imediato a sua imunidade. Já diz o Povo, que quem que não deve, não teme e deveria ser o Presidente a dar o exemplo, semelhante ao que foi exigido a António Costa perante as suspeitas relacionadas com a Operação Influencer.

É também de lamentar a desvalorização da detenção de Pedro Calado, que, recorde-se, não foi detido de forma ligeira.

Diz o Povo “Quem em boa cama faz, nela se vai deitar!”

Reiteramos, como é óbvio, que, num Estado de Direito, é importante respeitar o princípio da presunção da inocência, mas estaremos muito atentos ao desenrolar desta operação do Ministério Público.

Élvio Sousa

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