Nos últimos anos, cresceram as denúncias sobre as condições em que vivem muitos animais na Ribeira Brava, afirma Verónica Andrade, número três da candidatura do Juntos Pelo Povo (JPP) à Câmara Municipal. “Estamos perante uma realidade cada vez mais difícil de ignorar, que inclui abandono, maus-tratos, falta de cuidados adequados e ausência de um espaço digno para acolher cães e gatos, esta situação não pode continuar a ser adiada”, assume.
Na opinião da candidata, “temos de aprender a coexistir em sociedade e a causa animal é, acima de tudo, uma forma de humanidade”. Verónica Andrade não esconde a sua dedicação à causa: “Quem me conhece sabe o quanto me custa ver como, muitas vezes, são tratados. Também sei das dificuldades que surgem quando são resgatados e não existem condições mínimas para os acolher com dignidade.”
É para contribuir com soluções para este problema que decidiu integrar a lista do JPP à Câmara da Ribeira Brava: “Abraço esta causa com orgulho e com o especial carinho que tenho pelos animais. Eles são os nossos companheiros mais fiéis, ajudam-nos a atenuar as doenças físicas e mentais, apoiam pessoas com ansiedade, depressão, cegueira ou outras limitações, e estão sempre presentes com amor incondicional.”
Verónica Andrade propõe implementar “um projeto estruturado que assegure cuidados adequados e um acolhimento temporário seguro e humanizado para cães e gatos”, e define os pilares principais: Criação de um canil/gatil municipal, garantindo um espaço digno para acolher temporariamente cães e gatos; Continuidade das campanhas de vacinação e esterilização, essenciais para a saúde e controlo populacional; Presença regular de um veterinário, assegurando cuidados adequados a cada animal; Campanhas de sensibilização, programas de adoção responsável e apoio às famílias, aproximando a comunidade desta causa.
“Mais do que uma promessa”, garante a candidata do JPP, “esta é uma necessidade urgente para o bem-estar dos animais e para a saúde pública. Cuidar dos animais é cuidar de nós próprios. É acreditar que uma sociedade mais justa e solidária começa pela forma como tratamos os que não têm voz”.



