Há, no Porto Santo, casas novas, prontas a ser entregues, mas estão fechadas “à espera de melhor ocasião para a caça ao voto”. A denúncia partiu esta quinta-feira do deputado do Juntos Pelo Povo (JPP) residente na Ilha, Carlos Silva, durante uma ação de pré-campanha, na presença do cabeça-de-lista e candidato à liderança do Governo Regional, Élvio Sousa.
Entende o parlamentar que governar em função da “mera conveniência eleitoral”, é “baixa chantagem e desrespeito por quem desespera por uma habitação”, trocando “as necessidades das famílias pela caça ao voto”.
Uma comitiva do JPP, liderada pelo secretário-geral e candidato à presidência do Governo Regional, que se fez acompanhar do deputado Carlos Silva, colocado na 10.ª posição da lista, desenvolveu contatos com a população para explicar o projeto governativo do JPP para o Porto Santo e passar em revista assuntos adiados há anos pelo PSD.
“O Porto Santo, tal como a Madeira, é uma ilha extraordinária”, começou o candidato. “Tem tudo! Tem recursos, tem clima, tem segurança, tem pessoas extraordinárias! E tem também desafios! Só não tem um Governo à altura desses desafios.”
Depois do tributo ao Porto Santo, as falhas apontadas ao PSD e os desafios que continuam à espera de soluções: “Temos problemas na área dos transportes, na habitação, na saúde e no ambiente”, sinaliza. “Por isso é que o JPP defende que a 23 de março é o momento da mudança! No JPP, não voltaremos as costas às pragas de escaravelhos e outras pragas que afetam as palmeiras e os dragoeiros e os pinheiros, nem permitiremos atentados na praia.”
Numa área, Carlos Silva foi perentório: “No JPP, não descansamos enquanto não encontrarmos uma solução para o problema dos transportes aéreos e marítimos”, prometeu, para visar o administrador da Porto Santo Line que esta semana desvalorizou “os impactos negativos” para as populações e a economia, na sequência da paragem de seis semanas do navio Lobo Marinho. “Sim, senhor administrador, a ausência do navio tem impacto na vida e na economia do Porto Santo”, frisou.
O parlamentar não deixou nenhuma área por abordar. “No JPP não brincamos com a saúde, queremos dar condições aos enfermeiros para trabalhar e viver aqui”, assume, para focar-se, de novo, na governação PSD: “Não mandamos parar as obras da Unidade de Saúde por mera conveniência eleitoral, por baixa chantagem. No JPP assumimos o compromisso com a habitação. Não vamos manter as casas novas e prontas para entrega fechadas por mera conveniência eleitoral, trocando as necessidades das famílias pela caça ao voto.”
Carlos Silva diz que o JPP “está pronto” para governar, se for essa a vontade da população da Madeira e Porto Santo. O partido promete “trabalho, empenho, transparência e seriedade na solução dos problemas dos porto-santenses e madeirenses”.



